00:00Bom, a gente tem a loja num todo já faz dois anos de existência da Hallyu.
00:05No espaço físico a gente tem três, quatro meses, a gente tá pra completar três meses, acredito que seja isso.
00:12Mas a gente existia anteriormente como delivery e também participávamos de eventos, eventos temáticos
00:16que tivessem relação com a cultura coreana, com a cultura asiática como um todo, ou também eventos de geeks.
00:23A ideia de ter começado a loja foi devido ao fato de a gente consumir essa cultura.
00:28Já eu e Juliana, que nós somos os proprietários da loja, Juliana e minha esposa, a gente consome muito o
00:32K-drama
00:33e também consumimos o K-pop, então são coisas que fazem parte do nosso universo.
00:37E eu particularmente sempre gostei muito desses itens que a gente hoje em dia tem na loja.
00:41Snacks, enfim, os lames, bebidas, diferenças, eu sempre gostei muito disso.
00:46Só que eu tinha muita dificuldade de ter acesso.
00:48A gente que tá aqui pro Norte, a gente sempre aguarda muito pra chegar as coisas aqui.
00:52O tempo de entrega às vezes das coisas é muito longo.
00:55O frete.
00:55O frete é muito alto, né? Nunca tem frete grátis pro Norte.
00:59Uma coisa.
01:00Exato. Então a gente passava por muita dificuldade.
01:02E a gente geralmente consumia muito quando a gente viajava, né?
01:05E aí vinha com a mochila cheia de coisa misturada na bagagem.
01:09E aí nessas idas e vindas de coisas que a gente gosta,
01:12eu já tinha essa vontade de empreender no seu publicitário de formação.
01:16Então eu tinha essa coisa de empreender, de pensar em algo que pudesse, enfim, dar retorno,
01:21né? Mas dentro de um segmento que eu também gostasse de identificar, exato.
01:25E aí foi que eu pensei, poxa, por que não levar isso pra Belém?
01:28Só que quando eu pensei nisso, eu não tinha noção alguma de como eu ia fazer isso.
01:33Então foi um processo que a gente foi aprendendo,
01:35depois que a gente teve a primeira ideia, né?
01:36Falei, vida, vamos tentar.
01:38Tanto é que no começo a gente ainda comprava no varejo, né?
01:41A gente tinha baixíssimo lucro.
01:43A gente primeiro fez um... não foi um estudo muito longo, eu vou te ser bem sincero.
01:47A gente meio que arriscou de fato.
01:49Mas a gente passou a tentar ir em eventos,
01:52eventos que depois, posteriormente, nós passamos a participar,
01:55pra ver como esse público se comportava, como esse público consumia.
01:58E aí até mesmo no Instagram.
01:59Como a gente teve a ideia, vamos pesquisar.
02:01Vamos ver se existe alguns perfis, vamos ver se existe loja,
02:03porque vai que existisse, se a gente não sabe, não soubesse.
02:05Vamos ver como é que são os eventos, vamos atrás,
02:08de como essas pessoas consomem, o que elas estão querendo,
02:10o que elas estão buscando, né?
02:11E aí foi dessa forma que a gente entendeu como é que funcionava.
02:14Só que assim, aqui em Belém, não existia e não existe
02:17uma loja tão segmentada como a nossa.
02:20Porque aqui nós somos realmente uma conveniência coreana,
02:22o que a gente tenta deixar sempre muito claro,
02:24que nós trabalhamos exclusivamente com produtos coreanos,
02:27nós não trabalhamos com asiáticos em geral.
02:29A gente realmente trabalha com fabricantes
02:31e com produtos made in Coreia.
02:33É bem segmentado mesmo.
02:34Não trabalhamos com nada chinesa e japonês.
02:36Então nessa época a gente foi tentar conhecer um pouquinho mais
02:39como essas pessoas consumiam
02:40e a gente percebeu a mesma carência que a gente tinha.
02:42De você ver, como você falou,
02:44a gente assiste o que drama e vê as pessoas consumindo.
02:46Poxa, eu queria provar aquilo.
02:47Ver os idols consumindo.
02:49Ah, eu gosto desse refrigerante, gosto desse biscoito,
02:51consome esse salgadinho e gostaria de provar também.
02:53Então foi mais ou menos daí que a gente teve essa percepção
02:55de tentar contato com pessoas que tinham
02:58essa mesma forma de consumir que a gente.
03:00Quando nós começamos lá em 2024,
03:03eu te confesso que não era todo esse boom que a gente viveu hoje em dia.
03:06Realmente teve uma evolução muito grande de lá pra cá.
03:10Porque em 2024 a gente via,
03:12a gente sabia que já existia até porque a gente já consumia.
03:15os grupos, os artistas, os próprios dramas.
03:18Netflix já estava em alta com esse tipo de conteúdo.
03:21Mas de lá pra cá realmente deu uma virada de chave
03:23que a gente até mesmo se assusta hoje em dia.
03:26Então eu considero sim que seja um mercado de expansão,
03:28que tem essa possibilidade de expansão muito grande,
03:30tendo em vista as dificuldades que nós temos a nível de norte.
03:33Porque é uma dificuldade que a gente continua encontrando.
03:36Porque logística pro norte, pra gente que tá aqui no norte,
03:38geralmente é muito mais difícil.
03:39Então as coisas são muito mais demoradas.
03:42Por exemplo, nós temos de um cenário de online
03:44pra um cenário de loja física.
03:46Então a gente tá até mesmo entendendo
03:48como é que funciona o fluxo de saída dos nossos produtos.
03:50Que acaba que se torna um pouco mais intenso
03:52do que o selo derrível.
03:53Então nós estamos tendo que fazer reposição
03:55mais rápida de produto e uma rapidez que não acontece.
03:58Que não compete com...
04:00Exatamente, com a nossa necessidade.
04:01Então eu te diria que a maior dificuldade
04:04é de logística realmente pra cá pro norte.
04:06Agora uma coisa que eu sempre bato na tecla
04:08é que por mais que seja um negócio que esteja em expansão
04:10e que enfim, eu acho que todo mundo
04:12hoje em dia brilha os olhos, né?
04:14Pra esse segmento, porque parece assim
04:16Ah, é um segmento que tá dando muito retorno,
04:18que tá dando muito dinheiro.
04:19É diferente, isso aqui deve vender feito água.
04:21Tipo isso.
04:22A gente sempre pontua muito, muito
04:24que é em relação a estudar.
04:25Porque a gente tá tratando de uma cultura
04:27que não é a nossa.
04:29E nós, nortistas, a gente sabe o que é passar por isso.
04:31A gente sabe muito bem o que as pessoas viram aqui.
04:34Porque assim, a gente trabalha com a cultura coreana,
04:36mas ainda somos para isso.
04:38Tanto é que a gente frisa muito isso, né?
04:40A gente frisa que é um pedacinho da Coreia,
04:42além do Pará.
04:43Pará, norte.
04:45Então a gente bate muito nessa tecla.
04:47Pra fazer isso, a gente também estuda muito a cultura coreana.
04:50A gente procura conhecer os termos.
04:52Inclusive, eu e o Juliana, que também é proprietário,
04:56nós fomos estudar Hangul,
04:58que é o idioma coreano.
05:00A gente estuda, a gente foi pra entender,
05:03a gente pesquisa muito pra falar o que a gente fala,
05:05pra trabalhar com o que a gente trabalha.
05:07Então, assim, se quem for assistir
05:09tiver essa intenção de entender
05:11só por achar que é lucrativo,
05:14que é legal, que tá em alta,
05:16então, poxa, estude um corpo,
05:18procure saber, procure entender.
05:20Porque os nossos clientes comentam,
05:21eles entram na loja e eles sabem o que eles estão procurando.
05:23Não são clientes leigos, é extremamente segmentada.
05:25Então, se você falar um termo errado,
05:27se você confundir algum desses atores,
05:29falar uma palavra errada, as pessoas vão saber.
05:31Então, a gente sempre bate muito a tecla de ter esse cuidado.
05:34O cuidado com o que você tá falando é uma outra cultura.
05:37Enfim, a gente tem que ter muito zelo pra falar.
05:41Então, esse acho que é o ponto principal
05:42que eu destacaria, assim,
05:44quer trabalhar com isso?
05:45Nossa, claro, é super possível.
05:46Mas estude, aprenda,
05:48tente não tratar de forma errada a cultura do outro.
05:55A gente tem que ter muito tempo,
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