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  • há 13 horas
Operários dizem ter sido aliciados para obra na Vila Merlo e relatam atrasos, más condições e presença de menores; Polícia Civil investiga.
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Transcrição
00:00Agora vamos saber novidades sobre os trabalhadores que vieram de outros estados e até de outro país
00:06para atuar na obra de um residencial em Cariacica.
00:09Quando eles chegaram ao Espírito Santo, passaram a viver em condições desumanas.
00:14Não tinham nem o que comer.
00:17A nossa equipe foi até o alojamento, conversou com os operários e viu de perto as condições totalmente insalubres.
00:25Foi uma denúncia feita com exclusividade pelo Tribuna Notícias.
00:30Depois da exibição da nossa reportagem, felizmente, a situação foi melhorando.
00:36Eles ganharam hospedagem digna e hoje cedo teve até esse café da manhã aí caprichado.
00:42A Júlia Cássia acompanha de perto esse caso desde ontem e vai atualizar para a gente as informações ao vivo.
00:49Ô Júlia, hoje a Polícia Federal esteve lá no canteiro de obras, né? Boa tarde.
00:56Exatamente, Jorge. Boa tarde para você e também quem nos assiste.
00:59A Polícia Federal teve sim nesse canteiro de obras lá em Vila Merlo, Cariacica.
01:04E o motivo da presença da Polícia Federal é justamente para regularizar, verificar a situação dos estrangeiros
01:11que também saíram de seus países e vieram aqui até o Brasil com essa promessa aí de conseguir, né?
01:18Uma quantia de dinheiro para mandar para a família.
01:21Mas eles vieram de forma informal, completamente informal e legal.
01:26Inclusive, tendo a oportunidade de conversar com um deles, o Simon,
01:29ele falou, né? Que ele estava, inclusive, sem documento, sem documentação.
01:35Então, toda essa ponte junto também ao órgão responsável aqui, né?
01:40Que representa eles, quem é de fora aqui no país, o consulado.
01:44Eles precisam, a Polícia Federal precisa entrar nesse radar para poder resolver a situação deles
01:50para que eles retornem para casa.
01:52Então, além da presença da Polícia Federal, hoje também o Ministério do Trabalho e Emprego,
01:59os auditores fiscais do trabalho retornaram ao local.
02:03A gente continua em contato com esses trabalhadores que falaram que agora eles estão fazendo ali,
02:08o Ministério do Trabalho estão pegando toda a documentação, fazendo toda a listagem de quem está lá,
02:14de qual a situação, né?
02:16Ontem eles já estiveram no local, fiscalizaram os alojamentos e agora está fazendo essa ficha completa
02:21para entender o que foi prometido e também pegar a documentação, a ficha completa desses trabalhadores.
02:29O superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego atualizou a situação para a gente hoje.
02:33Como você disse, Jorge, a situação de ontem para hoje, desde que a gente fez a denúncia,
02:37desde que os auditores estiveram lá, melhorou.
02:41Ontem mesmo eles foram transferidos para um hotel.
02:44O Ministério do Trabalho e Emprego exigiu que a empresa, a Master Construtora,
02:48a empresa que venceu a licitação dessa obra, da construção desses prédios populares,
02:53exigiu que eles não ficassem naquele local nem mais um minuto a mais.
02:58Por isso que eles dormiram em um hotel em Cariacica e hoje eles retornaram para poder fazer toda essa vistoria,
03:07essa fiscalização.
03:08Esse café da manhã, eles que estavam sem dinheiro algum,
03:12hoje tomaram o café da manhã farto, puderam se alimentar.
03:15E agora, o que o superintendente disse para a gente é que eles vão receber,
03:20está sendo dado o andamento, a receber os valores salariais que não foram pagos para eles
03:27e também as verbas recisórias, para que só após receberem,
03:31também a empresa é obrigada a pagar a passagem de volta,
03:35porque a maior parte não é aqui do Estado.
03:38Além de estrangeiros, do Paraguai e da Venezuela,
03:41a gente tem pessoas dos estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, do Pará,
03:47então essa passagem também vai ser paga de volta.
03:50A gente tem uma atualização também do que diz a empresa, a Master Construtora,
03:54uma empresa com sede em Governador Valadares.
03:56A empresa disse que só tomou conhecimento ontem dessa situação
04:01e desde então tem adotado imediatamente as providências cabíveis junto aos órgãos competentes,
04:08prestando assistência humanitária às pessoas envolvidas e identificando e regularizando a documentação deles,
04:15a hospedagem, a alimentação e o transporte.
04:18A Master ainda reiterou que não existe nenhum representante ou colaborador da empresa
04:25envolvido nos fatos noticiados e a nota termina aí, né?
04:30Se limitou a dizer que não existe nenhum funcionário envolvido,
04:34porque a gente lembra, Jorge, que esses trabalhadores,
04:37eles foram contactados de forma completamente informal por grupos de rede social
04:42e eles souberam dessa obra que estava acontecendo aqui e então vieram para cá.
04:48Eles dizem que um representante da empresa que se identificou como representante da Master
04:53falou dessa obra, o próprio representante da federação, o sindicato dessa categoria,
04:59disse que eles não assinaram documento algum, não havia vínculo empregatício documentado,
05:05mas eles trabalharam durante 15 dias, cerca de 15 dias nessa obra, trabalharam mesmo,
05:10fizeram toda a parte dos prédios populares.
05:13Um dos trabalhadores, inclusive, me relatou que ele iria receber por apartamento terminado
05:19e quando faltava apenas a instalação de um registro, uma outra pessoa da empresa veio instalar,
05:26então, segundo ele, seria contado como se ele não tivesse terminado esse apartamento.
05:32Então, ele não teria o direito de receber esse dinheiro de acordo com aquilo que foi contratado,
05:36porque cada um foi contratado de uma forma, conforme me falaram.
05:40Um ia receber por diária, um ia receber por apartamento terminado, várias formas de contratação,
05:45mas nada disso foi documentado.
05:49Então, tudo isso agora está sendo regularizado e a gente quer saber, né?
05:53E ainda deixo aí a resposta também para a Master, se quiser explicar,
05:58já que não houve nenhum representante que fez esse contato, não havia contrato formalizado,
06:03como esses trabalhadores estiveram nessa obra, trabalharam nesse canteiro,
06:09estiveram nesse alojamento disponibilizado pela empresa,
06:12como é que eles continuaram trabalhando, né?
06:15Mesmo sem nenhuma documentação, é isso que a gente pergunta para a Master,
06:18gostaria também de uma resposta, né?
06:20Mas agora, então, Geórgia, a atualização que a gente traz desse caso
06:24é que eles não vão continuar nesses alojamentos, né?
06:27Que estavam ali, não tinha fogão, eles estavam improvisando uma lata de alumínio,
06:32colocando fogo e álcool para poder cozinhar o que eles conseguiam comprar,
06:36no caso, o miojo, né?
06:37Que eles estavam cozinhando ali no local, que era algo mais barato,
06:42em um local completamente improvisado, não tinha limpeza,
06:46o próprio representante do sindicato falou dos direitos, né?
06:49Incluídos, eles teriam o direito a ter a limpeza, alguém que fizesse a limpeza,
06:54eles relataram que não tinham nem material de limpeza
06:56para que eles mesmos pudessem fazer essa limpeza, essa higiene no local,
07:01superlotação também nesses alojamentos,
07:03os alojamentos tinham cerca de 16 pessoas no início dessa construção,
07:08até que parte deles foram embora em uma casa muito pequena.
07:11Então, agora, é eles receberem essas verbas, né?
07:14Devidamente, todo o dia que foi trabalhado,
07:17e as verbas recisórias e o retorno para casa.
07:21E é claro que agora o Ministério também do Trabalho afirmou que,
07:24depois de resolver tudo isso, que eles têm direito,
07:27aí sim que vão lavrar os autos, ou seja,
07:29aí sim que vai ser documentado perante as autoridades
07:33para que os responsáveis possam ser responsabilizados,
07:37responderem por isso, né?
07:39É com você.
07:40Obrigado, Júlia.
07:41O espaço aqui continua aberto para ouvir a Mastri aí,
07:45no caso que você trouxe à tona,
07:47mas que bom que a gente entrou nesse caso,
07:49e agora o Ministério Público do Trabalho já está encaminhando isso para uma solução.
07:53Obrigado, Júlia.
07:57Júlia.
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