Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 2 semanas
Como aprovar uma PEC da Segurança Pública em ano eleitoral sem cair na politicagem?
No Ponto de Vista, da revista VEJA, Marcela Rahal conversa com o deputado Mendonça Filho (União-PE) sobre a estratégia adotada para construir um texto técnico, transparente e imune à polarização, em meio à pressão típica de anos eleitorais.

Segundo o parlamentar, o caminho foi abrir o debate e ouvir todos os atores envolvidos: polícias civis e militares, Polícia Federal, PRF, Ministérios Públicos estaduais e federal, além de especialistas e ONGs que pesquisam políticas públicas de segurança. “Transparência e diálogo amplo são essenciais para amadurecer o texto”, afirma.

Mendonça Filho defende o rigor da lei contra crimes graves, especialmente homicídios, e critica a progressão de regime que considera excessivamente permissiva. Para ele, países democráticos — inclusive governos de esquerda — aplicam penas duras contra crimes violentos, e o Brasil precisa alinhar sua legislação às melhores práticas internacionais.

O relator explica que buscou distanciamento do debate ideológico para construir uma proposta tecnicamente robusta, capaz de enfrentar o crime organizado sem alimentar disputas eleitorais. “A PEC precisa ser uma política de Estado, não um palanque”, resume.

📌 O Ponto de Vista é um programa da revista VEJA, apresentado por Marcela Rahal, com entrevistas e análises sobre os principais temas do país.

👉 Inscreva-se no canal de VEJA
👍 Curta o vídeo
💬 Comente: é possível discutir segurança pública sem polarização em ano eleitoral?
—————————————————————————

Assine VEJA: https://abr.ai/2VZw8dN

Confira as últimas notícias sobre o Brasil e o mundo: https://veja.abril.com.br/

SIGA VEJA NAS REDES SOCIAIS:
Instagram: https://www.instagram.com/vejamais/
Facebook: http://www.facebook.com/Veja/
Twitter: http://twitter.com/VEJA
Telegram: http://t.me/vejaoficial
Linkedin: http://www.linkedin.com/company/veja-com/
TikTok: https://www.tiktok.com/@revista_veja

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Era sobre isso que eu queria perguntar para o senhor.
00:01Voltei, estou aqui.
00:02Como elaborar um texto e aprovar uma matéria no Congresso
00:09que seja imune a essa politicagem eleitoral?
00:11A gente está em um ano eleitoral e muita gente está querendo fazer barulho com o tema,
00:15mas não necessariamente discutir algo que seja relevante para o país.
00:19Como evitar isso?
00:23Bom, na verdade, eu acho que adotando uma postura que seja de transparência,
00:29abertura, de diálogo com todos, foi o que fizemos.
00:32Eu, presidente Aloysio Mendes, no âmbito da Comissão Especial,
00:37ouvimos operadores da área de segurança, representantes das polícias estaduais,
00:41polícias civis, militares, a Polícia Federal, PRF, Ministério Público nos Estados,
00:48Ministério Público Federal, ONGs que atuam pesquisando e ao mesmo tempo avaliando
00:57políticas públicas de segurança pública.
00:59Então, o debate amplo, aberto, ele possibilita que você possa ter um caminho mais,
01:06eu diria, maduro em torno de políticas públicas relacionadas à área de segurança pública,
01:13para ficar nesse exemplo.
01:14Então, foi o caminho percorrido.
01:16E nós evitamos o viés mais, eu diria, emocional, mais ideologizado,
01:25embora que isso também é um componente que sempre está presente em qualquer discussão
01:30política, de políticas públicas.
01:32Como você bem analisou, a esquerda é muito mais leniente, é muito passiva,
01:39tem um nível de tolerância, tolerância com a criminalidade maior historicamente,
01:43que a esquerda acha muito, muitos, a esquerda acha que os criminosos, boa parte deles são
01:50vítimas da sociedade ou da injustiça social.
01:54Não é bem assim.
01:55A gente tem que ter a noção clara que países democráticos, até em governos de esquerda,
02:03eles aplicam plenamente o rigor da lei, ou seja, de penas duras, principalmente com relação
02:09a crimes graves.
02:11Homicídio no Brasil é um crime, como em qualquer parte do mundo, gravíssimo.
02:16Tirar a vida de outra e você, infelizmente, tem penas que, para mim, são ridículas.
02:23O sujeito é condenado a 20 anos de cadeia, a aplicação da pena muitas vezes até atinge
02:3120 ou até mais anos de cadeia e se tem uma liberdade alcançada em 25% da pena, com 5
02:40anos, o criminoso está livre de estar em regime fechado.
02:46Então, isso, para mim, é absurdo.
02:48Um crime contra a vida tem que ser punido com rigor da lei e isso ocorre em qualquer
02:55nação democrática do mundo.
02:57Então, eu estou procurando, evidentemente, me distanciar desse debate mais acirrado,
03:03ideológico e até radicalizado, polarizado, para buscar um texto mais técnico, respaldado
03:11nos exemplos internacionais mais presentes do mundo ocidental, que a gente se espelha sempre
03:17e, ao mesmo tempo, buscando que a gente possa ter uma consertação adequada do ponto de
03:23vista de proposta legislativa final no que diz respeito à PEC da segurança.
Comentários

Recomendado