00:00Aquela aeronave, ela voou antes de vir de Cascavel para São Paulo, ela tinha voado outras vezes.
00:09E os voos que ela fez não traziam registros nos diários e nenhum tipo de registro de problema.
00:17Quando foi analisada a caixa preta, foram observados registros de falha no sistema de degilo da aeronave.
00:26E quando a gente fala em sistema de degilo, o degilo vai acontecer depois que já tem gelo nas superfícies
00:34aerodinâmicas da aeronave, que podem comprometer o voo.
00:38Antes, existem outros mecanismos.
00:42Um dos mecanismos é o mecanismo que tenta evitar o gelo, que é o anti-ice, e também tem detectores
00:51de gelo na aeronave.
00:53Existia um reporte de formação de gelo na rota, e a aeronave, ela detectou a formação de gelo.
01:04Existem, então, sensores que detectam o gelo.
01:07O gelo, ele também pode ser visto pela tripulação.
01:12Os sistemas de antigelo tentam evitar que o gelo se forme em algumas superfícies,
01:16que são as superfícies mais relevantes para o voo, e caso o gelo se forme, existe um sistema de degelo.
01:24E esse sistema de degelo é o que estava inoperante em uma das asas da aeronave.
01:31Era um mecanismo pneumático, era uma espécie de balão que se enchia na parte frontal,
01:36o de ataque da asa direita.
01:38E se se formasse gelo ali, aquilo ali inflava, o piloto, ele fazia um acionamento, aquilo inflava e o gelo
01:46se soltaria.
01:48A causa do acidente foi uma perda de controle em voo, decorrente de uma degradação da capacidade
01:59ou da performance do avião em voo, que levou um decréscimo da velocidade
02:04até chegar numa velocidade que o avião não conseguia mais se sustentar no ar.
02:10E aí o avião, ele pede a sustentação, o nome disso é STOL, e ele cai.
02:15Só que até acontecer o STOL, existem vários alertas.
02:20E a gente conseguiu detectar esses alertas nos voos anteriores ao voo sinistrado.
02:26Quando a gente pega, então, uma informação da caixa preta, que mostra que houve falha,
02:33que mostra que, mesmo não tendo dados de voz dos pilotos,
02:37a gente consegue perceber que os pilotos do voo anterior, eles apertaram o botão mais de uma vez,
02:43fica claro que aqueles pilotos sabiam que estava em falha aquele componente.
02:49O que seria obrigação do piloto?
02:54Reportar isso à equipe de manutenção.
02:58E o que foi feito?
03:00Foi feito o não-reporte.
03:02Então, o que o perito vê?
03:04Ele vê um registro de falha,
03:06um registro de falha que indica que os pilotos tinham conhecimento
03:10antes daquele voo, e junto disso tem um livro que não registra nada,
03:16ou que registra nada a relatar, nada a reportar.
03:21Então, essas duas informações, elas têm um valor para o delegado,
03:25para a investigação, na tipificação.
03:27Aquela aeronave, ela voou antes de vir de Cascavel para São Paulo,
03:33ela tinha voado outras vezes.
03:36E os voos que ela fez não traziam registros nos diários,
03:41e nenhum tipo de registro de problema.
03:44Quando foi analisada a caixa preta,
03:47foram observados registros de falha no sistema de degelo da aeronave.
03:53E quando a gente fala sistema de degelo,
03:56o degelo vai acontecer depois que já tem gelo
04:00nas superfícies aerodinâmicas da aeronave,
04:03que podem comprometer o voo.
04:06Antes, existem outros mecanismos, né?
04:09Um dos mecanismos é o mecanismo que tenta evitar o gelo,
04:15que é o anti-ice,
04:16e também tem detectores de gelo na aeronave.
04:20Existia o reporte de formação de gelo na rota,
04:27e a aeronave, ela detectou a formação de gelo.
04:31Existem, então, sensores que detectam o gelo.
04:35O gelo, ele também pode ser visto pela tripulação.
04:39Os sistemas de antigelo tentam evitar que o gelo se forme
04:43em algumas superfícies,
04:44que são as superfícies mais relevantes para o voo.
04:47E caso o gelo se forme, existe um sistema de degelo.
04:51E esse sistema de degelo é o que estava inoperante
04:56em uma das asas da aeronave.
04:58Era um mecanismo pneumático,
05:00era uma espécie de balão que se enchia na parte frontal,
05:03o de ataque da asa direita.
05:06E se se formasse gelo ali, aquilo ali inflava,
05:09o piloto fazia um acionamento,
05:12aquilo inflava e o gelo se soltaria.
05:16A causa do acidente foi uma perda de controle em voo
05:22decorrente de uma degradação da capacidade
05:26ou da performance do avião em voo,
05:29que levou a um decréscimo da velocidade
05:32até chegar a uma velocidade que o avião
05:34não conseguia mais se sustentar no ar.
05:37E aí o avião, ele perde a sustentação,
05:39o nome disso é stall, e ele cai.
05:42Só que até acontecer o stall, existem vários alertas.
05:48E a gente conseguiu detectar esses alertas
05:50nos voos anteriores ao voo sinistrado.
05:54Quando a gente pega, então, uma informação
05:56da caixa preta, que mostra que houve falha,
06:00que mostra que, mesmo não tendo dados de voz dos pilotos,
06:04a gente consegue perceber que os pilotos do voo anterior,
06:07eles apertaram o botão mais de uma vez,
06:10fica claro que aqueles pilotos sabiam que estava em falha
06:16aquele componente.
06:18O que seria obrigação do piloto?
06:21Reportar isso à equipe de manutenção.
06:25E o que foi feito?
06:27Foi feito o não-reporting.
06:29Então, o que o perito vê?
06:31Ele vê um registro de falha,
06:33um registro de falha que indica que os pilotos
06:36tinham conhecimento antes daquele voo,
06:39e junto disso tem um livro que não registra nada,
06:43ou que registra nada a relatar, nada a reportar.
06:49Então, essas duas informações, elas têm um valor
06:51para o delegado, para a investigação,
06:54na tipificação.
06:54E aí
06:56E aí
06:56E aí
06:57E aí
06:58E aí
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