Renan Santos tem apenas 42 anos, mas o expressivo histórico de quem ajudou a criar o maior movimento político dos últimos anos no Brasil, que ele transformou com seus colegas do MBL no partido Missão, pelo qual disputará a Presidência da República.
Com uma atuação de destaque nas redes sociais, Renan dialoga diretamente com o eleitorado mais jovem e desafia os partidos tradicionais com um discurso agressivo.
Com viés de direita liberal, o jovem que se destacou como um dos líderes da mobilização pelo impeachment de Dilma Rousseff promete uma reforma administrativa profunda, combate à corrupção e uma política de enfrentamento ao crime sem concessões, inspirada no presidente salvadorenho Nayib Bukele.
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#renansantos #mbl #antagonista #sabatina #eleicoes2026 #politica #missao #partidomissao #direita #oposicao #noticias #debate #analise #podcast #youtube #emalta #presidencia #opiniao #governo
Com uma atuação de destaque nas redes sociais, Renan dialoga diretamente com o eleitorado mais jovem e desafia os partidos tradicionais com um discurso agressivo.
Com viés de direita liberal, o jovem que se destacou como um dos líderes da mobilização pelo impeachment de Dilma Rousseff promete uma reforma administrativa profunda, combate à corrupção e uma política de enfrentamento ao crime sem concessões, inspirada no presidente salvadorenho Nayib Bukele.
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NotíciasTranscrição
00:00E eu já quero aproveitar e chamar ao palco o terceiro sabatinado do dia, Renan Santos, do partido Missão.
00:09Vamos aproveitar e ver um vídeo sobre a vida de Renan Santos.
00:17Renan Santos tem apenas 42 anos.
00:25Mas o expressivo histórico de quem ajudou a criar o maior movimento político dos últimos anos no Brasil,
00:30que ele transformou com seus colegas do MBL, no partido Missão, pelo qual disputará a presidência da República.
00:42Com uma atuação de destaque nas redes sociais, Renan dialoga diretamente com o eleitorado mais jovem
00:48e desafia os partidos tradicionais com um discurso agressivo.
00:57Com viés da direita liberal, o jovem, que se destacou como um dos líderes da mobilização pelo impeachment de Dilma
01:03Rousseff,
01:04promete uma reforma administrativa profunda.
01:09Combate a corrupção e uma política de enfrentamento ao crime sem concessões,
01:15inspirada no presidente salvadoreño, Naíbe Bukele.
01:21Bom dia a todos.
01:23Candidato Renan, assim como falamos com todos os candidatos aqui,
01:27essa é uma entrevista de emprego para o próximo CEO do Brasil.
01:30Logo, a gente reuniu aqui empresários, membros do ecossistema do G4.
01:36Então, aqui estão representados 100 mil empresários online conosco,
01:40e sentados aqui nessa sala, que são 100 mil empresas que o G4 tem em seu ecossistema,
01:44que emprega 16 milhões de pessoas.
01:47Então, uma parcela importante da massa salarial brasileira está aqui para sabatiná-lo,
01:53e, obviamente, exige uma pergunta tão dura quanto o cargo que o senhor pretende ocupar.
01:59Renan, o senhor passou 10 anos derrubando e criticando quem governa,
02:03mas nunca assinou uma folha de pagamento relevante,
02:06nunca respondeu por um orçamento,
02:08nunca demitiu ninguém olhando no olho.
02:10Nenhum empresário nessa sala contrataria um CEO com esse currículo para tocar uma padaria.
02:15E o senhor está pedindo a maior operação do país.
02:18E o problema não para na execução.
02:21Alcança também as suas convicções.
02:24O senhor diz que bolsonarismo e petismo são duas faces da mesma decadência.
02:29Mas as pesquisas desenham um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula.
02:35E nesse cenário, não existe terceira face hoje.
02:39Branco e nulo não somam para ninguém.
02:42Só que o seu eleitor é esmagadoramente antipetista.
02:47Então, cada voto seu que se anula desfalca apenas o lado que enfrenta o Lula.
02:54A neutralidade que o senhor vende como pureza é, na prática,
02:58um empurrão para o planalto de quem o senhor diz combater, o Lula.
03:03Então, responda a essas coisas que essa plateia precisa ouvir.
03:07Qual foi a entrega mais difícil que o senhor já geriu na vida,
03:11com números, prazo e resultado auditável.
03:15E, estando fora do segundo turno, entre Flávio e Lula, em quem o senhor vota.
03:21E avisamos desde já.
03:24Não estaremos no segundo turno não é resposta.
03:27Porque a estadista de verdade responde, inclusive, aos cenários em que perde.
03:33Boa tarde a todos.
03:35Muito obrigado aí pela oportunidade.
03:37Bom, a pergunta já começa com uma imprecisão um tanto quanto bizarra,
03:41porque minha vida pregressa, toda passou por administrar empresas.
03:44Eu sei o que é fazer uma folha de pagamento.
03:46E o pior, eu sei o que é pegar uma empresa fechada, quebrada,
03:49com os funcionários devendo cinco meses sem receber,
03:52botar a Pandar baseado no crédito pessoal que eu construí recuperando empresas.
03:55Trabalhei isso não com uma nem com duas,
03:58mas com quase uma dezena de empresas a uma da minha vida.
04:00Sei o que é estar no banco dos réus da justiça trabalhista,
04:03ouvindo a injustiça de um sindicato safado que tentou te extorquir
04:06no momento da negociação anterior.
04:08Sei exatamente o que é ter um agiota ligado a uma factoring,
04:11indo querer te empurrar as dívidas da gestão anterior
04:14com os juros que não devem ser aceitados.
04:16Sei justamente fazer isso.
04:17E essa é a postura que o próximo presidente da república tem que ter.
04:19Porque a gente vai pegar um cenário muito similar a esse.
04:21Só que essas são as minhas realizações antes de me tornar um líder político.
04:25E um líder político é um líder que necessita tomar esse tipo de decisão
04:29num contexto novo, em que não se conta apenas a ética da convicção,
04:32que é a ética da convicção que eu contei todos os anos
04:34em que eu fui militante político,
04:36algo que eu tenho orgulho, faço desde 2014,
04:39mas também como liderança, que precisa da ética da responsabilidade,
04:43que é quem vai assumir um país e vai ter que tomar decisões muito,
04:45mas muito difíceis.
04:46Pois bem, como líder político, no movimento,
04:49eu criei o maior movimento político do Brasil,
04:50e se é oferível, nós fizemos a maior ação política
04:54com as maiores manifestações da história do Brasil ao longo dos últimos anos,
04:57que foi o impeachment da Dilma Rousseff,
04:58organizei essas manifestações,
05:00ajudei a criar a linguagem política daquilo que chama de direita no Brasil,
05:03algo que foi surfado por muito vagabundo por aí.
05:06Depois disso, consegui criar um partido político,
05:09algo que o ex-presidente Bolsonaro tentou e falhou miseravelmente,
05:12estando no poder, botando seus filhos para tentar tocar isso,
05:14algo que naturalmente eles não conseguiriam com a baixa inteligência
05:17que eles têm à disposição.
05:18Fiz isso no menor período de tempo.
05:20Vamos comparar com o Partido Novo,
05:22que é um partido montado por executivos, da iniciativa privada,
05:25eles gastaram milhões e demoraram cinco anos.
05:27Eu consegui coletar as assinaturas em menos de dois anos,
05:29com muito menos dinheiro,
05:31sendo um líder, acima de tudo, político,
05:33não um líder empresarial.
05:34Porque existe uma diferença muito grande
05:36entre eles terem um líder empresarial e político.
05:37E você, como uma pessoa que conhece Aristóteles,
05:39sabe muito bem disso.
05:40Não existe nada mais nobre do que a boa atividade política
05:43e a busca do bem comum.
05:44Nesse sentido, eu até não concordo,
05:46me permita discordar, Thales,
05:48da ideia de que eu estou fazendo uma entrevista de emprego.
05:50Porque liderar um país não é uma entrevista de emprego.
05:52Liderar um país é apontar o caminho de um povo como um todo.
05:55Meu objetivo não é obter um lucro.
05:57Meu objetivo é obter um horizonte.
05:59São coisas diferentes.
06:00Ambas muito nobres.
06:01Mas elas têm naturezas diferentes.
06:02E a gente tem que entender essa natureza.
06:04E o que me qualifica nesse sentido para estar aqui,
06:06além dessa experiência pretérita
06:07e dessas realizações que são metrificáveis,
06:09no partido político que eu montei,
06:10eu tinha uma folha de pagamento que envolvia
06:13milhares de jovens espalhados pelo Brasil.
06:15Milhares.
06:15Que ficavam debaixo de chuva, debaixo de sol,
06:17tomando não na cara de um monte de gente
06:19que falavam,
06:19ah, eu não vou acreditar em montagem de partido.
06:21O Brasil não precisa de um partido.
06:22E eu tinha que, toda quinta-feira,
06:24toda sexta-feira,
06:25pagar o valor deles,
06:26obtendo doação,
06:28vendendo produtos,
06:28e montei um partido vendendo livro.
06:30Num país de pessoas iletradas
06:32que não dão valor à leitura,
06:33eu vendi livro,
06:34e a venda de livro foi responsável
06:36pelos 50% do faturamento que montou esse partido.
06:38Então, o que eu sou é um líder gestor qualificado
06:41no setor privado,
06:42porque a política,
06:43a atividade política que eu toco,
06:44inclusive o partido político,
06:45é um ente privado.
06:46E é um ente privado em que nós fazemos
06:48muito mais com muito menos.
06:49Criei a revista Valete,
06:50que é a segunda maior revista
06:51de política e cultura do Brasil,
06:53impressa,
06:54depois a revista Piauí,
06:55não estou falando em digital,
06:56porque ela é nossa,
06:56é só impressa.
06:57Criei um ecossistema do Valete Plus
06:59com 50 mil usuários
07:00para produção de conteúdo independente,
07:02uma rede social própria.
07:03Isso nos qualifica usando,
07:04volto a colocar,
07:05o que há de melhor em termos de gestão,
07:07para ser um grupo político inovador.
07:09E aí as eleições nos mostram
07:10é fazer mais com menos.
07:12Sobre a política de segundo turno,
07:13eu volto a repetir,
07:14eu vou lutar e um líder
07:16não vai ficar aqui falando
07:17ah, eu não vou para o segundo turno,
07:18não posso fazer isso.
07:20Imagina o Alexandre em Galgamela,
07:21você ama o Alexandre assim como eu.
07:23Imagina o Alexandre em Galgamela,
07:24ah, não, não sei,
07:26acho que vou negociar com o Darío.
07:27Não, ele foi até o fim.
07:29E eu tenho que ser assim,
07:30porque o mesmo time,
07:31o mesmo exército de militantes
07:32que eu motivei a montar o partido político,
07:34eu tenho que motivar agora.
07:34E eu não posso ter compromisso com o erro.
07:37A família Bolsonaro e o lulismo
07:39são duas faces da mesma moeda,
07:41não porque são iguais,
07:43eles são diferentes entre si,
07:44mas porque ambos geram danos
07:46terríveis para o nosso futuro.
07:47A gente está penhorando o nosso futuro.
07:49A discussão política dessas eleições
07:50vai ficar centrada no quê?
07:52O Lula dá mais um pouco de pé de meia,
07:54o Lula dá mais um vale-gás para as pessoas,
07:56e o Flávio Bolsonaro vai oferecer
07:57esse celular de graça para a mulher,
07:59para melhorar a intenção de voto com a mulher?
08:00Essa que se tornou a discussão política no Brasil
08:02tinha que estar falando de desindexação,
08:05desvinculação,
08:05reforma de competitividade.
08:07Eu não aceito trabalhar com essas categorias.
08:09E isso não é ficar neutro,
08:10isso não é fugir.
08:10Até porque quando você adota esse caminho,
08:12o que acontece é que você apanha dos dois lados,
08:14que foi o que aconteceu comigo.
08:15Mas sabe o que acontece também?
08:17Você se torna um líder melhor.
08:18E esse é o ponto.
08:19Eu só estou aqui sentado,
08:21tendo a honra de estar sentado com vocês conversando,
08:23porque eu adotei um caminho,
08:24não da neutralidade,
08:26mas de enfrentar ambos,
08:27de não aceitar o erro de ambos.
08:28E isso me tornou um líder qualificado,
08:30que de acordo com algumas pesquisas,
08:31como é o caso da Atlas,
08:32já me coloca em primeiro lugar
08:34no público de 16 a 24 anos,
08:35ou seja, construindo o horizonte novo.
08:37E citando aqui um líder empresarial
08:39que deve ser referência para todos vocês,
08:41que é o Peter Thiel,
08:41ele já dizia bastante.
08:42Crie seu próprio monopólio.
08:44Crie antes de tudo seu próprio monopólio.
08:46Seja líder de uma tecnologia
08:48que ninguém pode imitar.
08:49Foi isso que eu fiz para as novas gerações.
08:51Eu criei um pensamento político próprio,
08:53para um grupo político próprio,
08:54uma estética própria,
08:55uma liderança própria.
08:55E com base nisso nós criamos um nicho eleitoral próprio,
08:59com um sonho e um horizonte próprio,
09:00que nos deixam aptos a participar do grande debate.
09:03E é por isso que eu tenho a honra,
09:04de estar aqui com você,
09:05de poder discutir isso com você,
09:06de poder discutir com o Duda.
09:08E está aqui.
09:08Eu estou...
09:09É uma visão que pode ser encaixada também
09:11como empresarial no sentido de gestão,
09:13mas uma visão muito poderosa
09:15em termos de coração.
09:16Eu estou aqui por causa desse coração,
09:17e é isso que vai fazer a gente mudar o Brasil.
09:19Obrigado.
09:19Mas, candidato, a resposta,
09:21vota Lula ou Flávio,
09:22sendo que nula ele é de Lula?
09:23Eu voto o Renan Santos.
09:24Eu não vou para a batalha pensando em perder.
09:26Eu voto o Renan Santos.
09:30Candidato,
09:31deixa eu aproveitar e exibir rapidamente
09:33uma pesquisa da Real Time Big Data
09:35sobre o candidato Renan Santos.
09:38Fizemos uma sondagem com eleitores,
09:40e aí fizemos a seguinte pergunta.
09:43Qual é o maior feito de Renan Santos?
09:4664%, acredito que nenhum.
09:477% falam que é a criação do MBL,
09:508% falam que é a fundação do partido Missão,
09:5420% falam da derrubada da Dilma Rousseff,
09:58ex-presidente da República.
09:59Temos outros slides também.
10:01E qual a promessa de Renan Santos?
10:03Sou a melhor.
10:04Nenhuma, para 35%.
10:06O tirão anti-Bolsa Família, 17%.
10:09Mudanças na educação, 13%.
10:12E guerra ao crime organizado,
10:14modelo penal diferenciado.
10:16Candidato,
10:17a partir dessa pesquisa,
10:19eu quero fazer a seguinte provocação ao senhor.
10:22O que faria a pessoa física,
10:25Renan Santos,
10:26votar no candidato Renan Santos?
10:29Infelizmente, tem que recorrer à resposta anterior.
10:31Ser um bom líder.
10:34Ser um bom líder.
10:35E algo que não está presente aqui,
10:36que é ter tomado as decisões duras,
10:38que machucaram o meu grupo político,
10:40mesmo quando o caminho oposto soava mais fácil.
10:43Quando a gente enfrentou a Dilma Rousseff,
10:45e a gente começou a congregar toda aquela energia do antipetismo
10:49num caminho só,
10:50era um caminho relativamente fácil.
10:52Nós, os bolsonaristas, andávamos juntos,
10:54a turma do Partido Novo, todos andávamos juntos.
10:56Quando veio o governo de direita,
10:57em que nós precisávamos cobrar e discordar,
11:00e aqui eu vou fazer um elogio ao antagonista,
11:02que o antagonista adotou um caminho difícil à época também.
11:04Nós cobramos.
11:05Imagina que o antagonista deve ter perdido assinantes e clientes.
11:08Muitas pessoas perderam.
11:09Nós perdemos toda a nossa base política.
11:12Só que o papel de um líder é sofrer com as suas teses.
11:15O líder político que ganha dinheiro,
11:17ou fica famoso,
11:18ou ganha votos defendendo algo que não acredita,
11:20não é um bom líder.
11:21Na verdade, ele é um seguidor.
11:22Ele segue o que a manada puxa.
11:24E o líder, ele lidera.
11:26Ele aponta o caminho.
11:26Então, a minha maior qualidade que está ali,
11:28ela se expressa não exatamente proposta a proposta,
11:31mas no que está por trás das propostas,
11:33a substância por trás,
11:34que é ser um bom líder.
11:36E fui um bom líder de um grupo
11:37que hoje está no jogo político,
11:39descomputando um jogo de gente grande,
11:41simplesmente por causa dessas qualidades,
11:43as qualidades de uma boa liderança.
11:44E eu acho que o Brasil passa por uma crise de liderança.
11:47O grande problema nosso é uma falta de liderança,
11:50de gente que tem a visão de um Brasil
11:52e que tente implementar ela de maneira ferrenha.
11:54Nem que você, sua reputação e sua vida
11:57sejam destruídas no processo.
11:58Muitas pessoas no campo empresarial fazem isso,
12:01destroem suas vidas pessoais,
12:03fazem abdicações, e isso é belo.
12:06E só que aqui no Brasil,
12:07o poder é visto como uma maneira de você fruir
12:09e você atender seus prazeres mais baixos.
12:12Não à toa, isso que anda do Banco Master,
12:13era basicamente sobre dinheiro e prazer sexual.
12:16Não é isso?
12:17A elite política brasileira se baseia estritamente em dinheiro,
12:20troca de favores e prazer,
12:22quando não sexual.
12:24A boa liderança tem que ir pra um outro caminho.
12:26Então, ao fazer esse tipo de sacrifício,
12:29e dado que quem nos acompanha mais
12:31e tem um determinado recorte,
12:32acho que a pesquisa pega isso,
12:33vai pegar um recorte um pouco mais masculino,
12:35vai pegar um recorte também mais jovem,
12:37esse recorte se apaixona.
12:39E aí vem a responsabilidade de transformar essa paixão
12:43não em culto, mas em ação.
12:45Passo a palavra para o colega Duda Teixeira,
12:48diretor da revista Cruzóia.
12:50Renan, vamos começar pela questão mais polêmica,
12:53que é o bordão que vocês têm do prendeu, matou.
12:56Você pode explicar qual que é essa ideia
12:58e quem que vai morrer nessa história?
13:01Eu recebi uma pergunta similar,
13:04lá do pessoal da Globo,
13:07lá no nosso congresso.
13:09Ele falou, poxa, você quer diminuir as mortes,
13:12mas você quer aumentar a letalidade policial?
13:13No que eu respondi?
13:15Ora, então vamos fazer o seguinte,
13:16eu vou agora comunicar aos líderes do tráfico
13:18para se entregarem de maneira voluntária
13:20até no governo Lula.
13:21E está tudo bem, não precisa haver morte nenhuma,
13:24não tenho uma vocação para Rambo,
13:26nem estou afim de ter,
13:28mas a gente sabe muito bem
13:30que o Brasil vai precisar combater
13:31essas organizações e essas instituições.
13:33O bordão não fui eu que criei
13:35como se fosse uma agência de marketing,
13:36ele surge da própria militância,
13:38ele surge de um processo natural.
13:40Eu faço lives diários em que eu comento problemas
13:42e esse bordão surgiu quando da morte
13:44de um empresário que estava andando de bicicleta
13:46na frente do Parque do Povo,
13:48alguns aqui conhecem o caso,
13:49e diante do assassinato dele
13:51veio uma revolta,
13:52porque ele entrega seu celular
13:53e o bandido de maneira voluntária
13:55opta por atirar nele.
13:57E assim, é uma banalização da vida
14:00ou uma banalização da atividade do assassinato bizarra.
14:03E aí você vem e responde,
14:04o que você vai fazer com ele?
14:05Só tem duas circunstâncias
14:07que você pode entregar para um cara desses.
14:09Ou você prende ou você mata.
14:11Se entregou, prendeu.
14:12Combateu o policial, reagiu, morreu.
14:14Não deve haver uma terceira alternativa.
14:16O problema é que...
14:17Ah, e essa é uma pequena reflexão,
14:19não sei se eu tenho tempo para isso, mas...
14:21Só tem 32 minutos e 40 segundos,
14:23ficou suficiente.
14:2340 segundos, puxa.
14:25Tá, então ótimo.
14:27Gostei da precisão.
14:28O que acontece é que
14:30o sentimento de culpa
14:32que veio do regime militar,
14:34da ideia de violações de direitos humanos,
14:37contaminou a cabeça do legislador,
14:39dos juristas,
14:39na redemocratização,
14:40de modo a você ficar impondo garantias muitas
14:43a quem comete um determinado crime violento,
14:46e você tornou no final a pessoa,
14:48a sociedade refém deles.
14:50E aí a ideia da prisão,
14:51a ideia da pena,
14:52ficou vinculada, por exemplo,
14:53à ressocialização.
14:54Quando não tem que ser o caso.
14:56Eu acho que tem uma das perspectivas
14:57de direito penal que a gente tem que trazer
14:58é o direito penal voltado para a vítima.
15:00A vítima só vai entender
15:01que o pacto social é válido
15:03se ela se sentir contemplada,
15:05através do senso de justiça,
15:06por uma pena que venha a atingir o seu ofensor.
15:10Essa é uma ideia de justiça mais ampla
15:12do que vou pensar permanentemente em ressocializar.
15:15Então, o prender ou matou
15:17é uma resposta sobre isso.
15:18É uma resposta sobre um pensamento,
15:20e eu fui estudante de direito,
15:21é um pensamento errado
15:22que tomou as discussões sobre matéria penal
15:24nos últimos 30 anos
15:25e que agora está se alterando.
15:27Candidato, o senhor falou em pacto social
15:29e algo que eu inclusive falei no início das sabatinas,
15:32é que o desafio do próximo presidente da República
15:35vai ser refazer um pacto social
15:37em nome da governabilidade,
15:39principalmente tentando restabelecer
15:40o sistema de freios e contrapesos,
15:42aquele que todos nós conhecemos
15:44por Montesquieu, etc., etc., etc., etc.
15:45Jackson Bellas.
15:46Exatamente.
15:47Porque hoje vivemos uma balbúrdia, né?
15:51O judiciário legisla,
15:55enfim, o Congresso executa
15:57e o poder executivo
16:00fica dependendo desse tipo
16:02do próprio Supremo
16:04para poder fazer alguma coisa.
16:05Como que o senhor vai conseguir
16:08restabelecer essa relação?
16:10Tentar fazer com que o executivo
16:12volte a executar,
16:14que o judiciário volte a julgar
16:15e que o legislativo
16:17tenha a sua função de fiscalizar?
16:20Essa é uma pergunta
16:21de um trilhão de reais,
16:22vamos colocar assim.
16:23Todas as democracias
16:25no dito Ocidente
16:26passam por um problema
16:27em que o executivo não executa.
16:29Isso não é, vamos dizer,
16:30um privilégio do Brasil.
16:32Isso vem acontecendo
16:33em todos os lugares.
16:34E recuperar a capacidade
16:35de ação do executivo,
16:36especialmente no mundo
16:37em que grandes potências
16:40como a China
16:41executam em muito,
16:42ou vamos falar de outras nações,
16:43a Arábia Saudita
16:44executam em muito,
16:46se tornou um desafio para o Ocidente,
16:47que se tornou uma espécie
16:48de um regime travado,
16:50altamente burocratizado.
16:51Isso no Brasil se agrava
16:52porque nós temos um regime
16:54que é oligárquico.
16:55E as oligarquias,
16:56elas estão no judiciário,
16:58no executivo
16:58e no legislativo.
16:59E elas fazem trocas
17:00de favores mútuas
17:01de modo a você permanecer
17:03com essa estrutura oligárquica
17:04no poder
17:05a custo da nossa competitividade,
17:07a custo, por exemplo,
17:08de uma dívida galopante,
17:09do aumento dos juros,
17:10do aumento de impostos
17:11que redunda nisso.
17:12Como enfrentar isso?
17:13Você vai ter que enfrentar
17:13a estrutura própria do jogo.
17:15Se por um lado
17:16eu vou ter que fazer
17:16concessões e coalizões
17:18tão largo eu entro no poder,
17:19porque existe até
17:20um conceito errado
17:21que é a ideia de
17:21ah, o Renan
17:22é um cara de sistema.
17:23Então, como você
17:24vai chegar lá em Brasília
17:25xingando os outros?
17:27Não é isso.
17:27Eu vou ter que chegar
17:28em Brasília
17:28e montar uma coalizão,
17:30não só com o Congresso,
17:31mas com a sociedade civil.
17:32E uma coalizão
17:33vai passar a um convencer
17:34da Rede Globo,
17:36ao empresariado,
17:37à agricultura,
17:39a formadores de opinião.
17:40A ter certos consensos
17:42junto com líderes partidários
17:43para que eu possa
17:44ter governabilidade.
17:46Essa governabilidade
17:47vai se dar em pautas,
17:47tem que estar muito clara
17:48para todo mundo.
17:49Não é assim,
17:49ah, vou ter quatro anos
17:50de aliança
17:51com uma maioria
17:53no Congresso,
17:53como foi o governo Lula 2,
17:54por exemplo,
17:55que com o Petrolão
17:56ele estabeleceu
17:56uma maioria
17:57para a PEC
17:58e não passava a PEC
17:59nenhuma que importava.
18:00Nenhuma reforma
18:01foi feita naquela época.
18:01Nós temos que saber
18:02quais são os temas centrais.
18:03Desindexação,
18:04desvinculação,
18:05reforma da Previdência,
18:06uma agenda de competitividade
18:07muito poderosa,
18:09reformas em termos
18:09de matéria penal.
18:11Então, ok,
18:11eu vou precisar
18:12de maioria para a PL,
18:13para algumas,
18:13e maioria para a PEC.
18:15E vamos trabalhar
18:16caso a caso
18:16gerando essas maiorias
18:17na sociedade civil.
18:18Ao fazer isso,
18:19eu começo a entregar coisas.
18:21Eu recupero a capacidade
18:22do governo federal
18:23de executar
18:24e ter a sua,
18:25vamos colocar assim,
18:26sua credibilidade
18:27de que as coisas
18:28voltaram a acontecer.
18:29E aí eu tenho que retomar
18:30determinados instrumentos
18:32que hoje estão
18:32na mão do parlamento
18:33para servir ao executivo.
18:34Vou colocar uma coisa
18:35em primeira mão
18:36que nós precisamos fazer
18:37e que não é exatamente
18:38a coisa mais antissistema
18:39do mundo em falar.
18:40Nós vamos ter que usar
18:40as emendas parlamentares
18:41a nosso favor.
18:43Para obter governabilidade
18:44e para obter espaço fiscal,
18:45que é uma coisa
18:45que interessa para vocês
18:46bastante,
18:47espaço fiscal representa
18:48investimento,
18:49representa também
18:49queda nos juros.
18:51O nosso ajuste fiscal
18:53vai passar também
18:53por estabelecer
18:54um determinado gatilho.
18:55Todo valor,
18:57em toda votação orçamentária
18:58que você reduz
18:59de despesa obrigatória,
19:01abre espaço
19:02para investimento.
19:03Sim.
19:03Abrirá também espaço
19:04para aumento das emendas.
19:05Elas não serão mais
19:05condicionadas à receita,
19:07elas serão condicionadas
19:08ao aumento do espaço
19:09de investimento.
19:10Porque o Congresso Nacional
19:11tem que ficar vinculado
19:12a cortar gastos obrigatórios
19:13para aumentar o espaço
19:14de investimento.
19:15E aí a gente disciplina
19:16o funcionamento das emendas.
19:17Outro dia estavam me xingando,
19:18ah, o Renan falou bem
19:19do Flávio Dino
19:20porque ele está falando
19:20das emendas.
19:21Veja só,
19:22pode ser o capeta,
19:23se o capeta ajudar
19:24a disciplinar as emendas,
19:25a gente vai ter que dar
19:25uma conversada com o capeta
19:26para fazer tocar.
19:27Porque hoje,
19:28o Congresso Nacional
19:29se tornou esse instrumento
19:30próprio de gestão
19:32porque ele tem
19:32o controle das emendas.
19:33E aí entra a questão STF,
19:35que é outra questão
19:36extremamente complexa.
19:37Porque o STF,
19:38ao mesmo tempo que ele
19:38chegou num pico de poder,
19:40ele também está
19:41no seu vale de credibilidade,
19:43com seus ministros
19:44envolvidos em escândalo
19:45de corrupção.
19:45O Congresso Nacional
19:47vai ter autonomia
19:48para tocar isso?
19:48Deve ter autonomia.
19:49Só que o próximo
19:50presidente da República
19:51que vai ter condição
19:51de nomear ou três
19:52ou quatro ministros do Supremo
19:54terá a condição
19:55de estabelecer a maioria,
19:56vamos ser bem claros,
19:57as nomeações vão ter
19:58um critério que será
19:59técnico para o STF,
20:00mas que envolve
20:01uma posição política
20:02sobre uma mudança
20:02no funcionamento do STF.
20:04Então, os que eu nomearei
20:05terão que ser
20:06não apenas escrutinados,
20:07mas terão um compromisso
20:07público em acabar
20:09com essa farra
20:09dos escritórios ligados
20:10a ministros do STF,
20:11a serem favoráveis
20:13e não tentarem judicializar,
20:15por exemplo,
20:15licenciamento ambiental,
20:16como tem gente querendo fazer,
20:17licenciamento ambiental
20:18e queda de juros
20:19vai transformar o Brasil
20:19em cantaneiro de obras.
20:21E eles terão que ser favoráveis
20:22à segurança jurídica.
20:23Três,
20:24o STF
20:25entenderem
20:26e tornarem vocal
20:29que o STF
20:30não deverá ser
20:31a última instância
20:32ou foro privilegiado
20:33dos senadores,
20:34em especial,
20:34e também de deputados,
20:35para que você não tenha
20:36um controle
20:37que eles exercem
20:38político
20:39sobre as ações criminais
20:40que envolvem os parlamentares,
20:42para que o parlamento
20:42tenha sua capacidade.
20:43Ou seja,
20:43a criação de uma corte
20:45paralela,
20:45que nós vamos ter que passar
20:46com o PEC
20:46junto ao Congresso Nacional,
20:48uma corte voltada,
20:49montada provavelmente
20:50com desembargadores
20:51nomeados por dois anos,
20:52para poder andar
20:53com essa agenda.
20:54E assim,
20:54nós vamos retirando
20:55de maneira,
20:56vamos colocar aqui,
20:57democrática e republicana
20:58esses superpoderes do STF.
21:00É mais complexo
21:01do que a relação
21:01com o Congresso,
21:02mas terá que ser feito.
21:03E não terá que ser feito
21:04na base da briga.
21:05Eu não vou chegar lá,
21:06entrei no poder,
21:07vou brigar,
21:08vou brigar com o Xandão.
21:09Não dá para fazer isso.
21:10Eu tenho no poder,
21:11eu vou brigar com o PCC
21:12e com os problemas fiscais.
21:13E aí,
21:14pode virar uma briga
21:14com o STF
21:15se eles resolverem
21:15se opor a essa agenda.
21:17Candidato,
21:17deixa eu aproveitar,
21:18já que eu falei um pouco
21:19do macro,
21:20deixa eu falar um pouco
21:21do micro,
21:21que talvez seja mais simples.
21:23O senhor assumiu
21:24a cadeira
21:25de Presidente da República.
21:27A gente está com a chave
21:28do Palácio do Palanalto,
21:29antes da vorada,
21:30melhor dizendo.
21:32Quais são as três
21:32primeiras medidas
21:34iniciais
21:34de um primeiro dia
21:36de governo
21:36que podem ser,
21:38que serão utilizadas
21:40para melhorar
21:41o ambiente de negócios?
21:44Eu vou falar
21:45anterior a isso,
21:47porque o governo
21:48vai começar a transição.
21:49E a primeira coisa
21:51que o Presidente da República
21:51tem que fazer
21:52é na transição.
21:53São as reformas fiscais
21:54altamente impopulares
21:55que vão mudar
21:56a trajetória da dívida
21:57e assim mudar
21:58a trajetória
21:59dos juros futuros
21:59no Brasil.
22:00Eu preciso passar
22:01a desindexação
22:03dos valores previdenciários
22:05do BPC,
22:06que hoje estão vinculados
22:07ao aumento do salário mínimo,
22:08e eu preciso passar
22:09a desvinculação
22:09dos gastos de saúde e educação
22:11que são vinculados
22:11à receita.
22:12São duas coisas
22:13que são PEC
22:14e que precisa passar
22:15porque isso mexe
22:16com o crescimento
22:18completamente descontrolado
22:19que a gente tem
22:19dos gastos
22:20e por consequência
22:21da dívida.
22:21O Pedro Doutor sabe
22:22que em várias situações
22:23do Congresso
22:24se tentou mexer
22:25na DRU
22:26e outros não conseguiram.
22:28Pois é,
22:29outros governos
22:29também tentaram mexer
22:30em muitas agendas
22:31e passaram em outros não.
22:32Um governo como o Fernando Henrique
22:33passou muitas agendas
22:34tendo de 98 a 2002
22:36um governo impopular.
22:38O Michel Temer
22:38tinha 3% de popularidade
22:40e conseguia passar reformas.
22:42Aí vai dar habilidade
22:43em construir,
22:44em negociar
22:44e usar os instrumentos
22:45todos que você tem à disposição
22:47e fala aqui
22:48de maneira muito realista,
22:50inclusive as emendas,
22:51de maneira republicana,
22:52mas inclusive as emendas,
22:53para poder obter
22:54essa maioria
22:55com o entendimento
22:56de que se nós
22:57não fizermos isso
22:57não haverá credibilidade
22:59para a queda dos juros.
23:01A queda de juros
23:02que vai acontecer
23:02sem ser marretada
23:03que ninguém aqui
23:03é moleque
23:04falando de
23:05hoje o Banco Central
23:06é independente.
23:07O Banco Central
23:07só vai ter meios
23:08de fazer isso
23:08não porque o Renan
23:10entrou e ele tem
23:10credibilidade
23:11porque é para o mercado.
23:12Não.
23:13É porque nós
23:13já estamos antecipando
23:15já na transição.
23:16Então essas são as medidas
23:16que vão afetar diretamente
23:18a mudança no ambiente,
23:19ambiente de investimentos,
23:20ambiente econômico
23:21no Brasil.
23:22E essa é uma resposta
23:23que eu não tenho
23:24que nem esperar
23:24o dia 5,
23:25que é quando o presidente
23:26toma posse.
23:26É uma resposta
23:27para dar no dia seguinte
23:28a vitória no segundo turno.
23:30Duda.
23:31Renan,
23:31outra proposta de vocês
23:32é a desfavelização.
23:34Você podia explicar também
23:35o que é isso
23:36e o pessoal que mora
23:38nas comunidades
23:39deve ficar preocupado?
23:40Não, pelo contrário.
23:42Eu vou salvar eles.
23:43Eles têm que ficar felizes.
23:45A desfavelização...
23:46Eu também recebi uma pergunta
23:48da Folha de São Paulo,
23:49que eu falei assim,
23:50olha,
23:50uma pessoa que mora
23:51numa favela
23:52ela não é hoje
23:53um cidadão.
23:54Ela não é um titular de direitos.
23:55Ela no máximo
23:55é titular de deveres.
23:56E ela vive diante
23:57de um sistema jurídico paralelo,
23:59não escrito,
24:00que é o do crime organizado.
24:01Que às vezes até é escrito,
24:02mas enfim.
24:04O que é a política
24:05de desfavelização?
24:06É você entender
24:06que você tem
24:07milhões de brasileiros
24:08que vivem
24:09num arranjo
24:12urbanístico
24:12e social
24:13que aumenta
24:15a existência
24:15de crime organizado,
24:16que aumenta a existência
24:17de tuberculose,
24:18que é uma doença
24:18que nem é uma doença
24:19tão preocupante no geral,
24:20mas nas favelas
24:20ela tem uma existência
24:21muito maior.
24:22Em algumas favelas
24:22é 11 vezes maior,
24:23que tem uma taxa
24:25de gravidez na adolescência
24:26muito maior,
24:27que o desempenho
24:27das crianças é menor,
24:29que tem taxa quase baixa
24:31ou quase nenhuma
24:31de saneamento básico.
24:33Às vezes tem fornecimento
24:34de água,
24:34depende da favela,
24:35depende da cidade.
24:36E que as pessoas
24:37estão urbanisticamente
24:38distantes também
24:39de onde elas trabalham.
24:40Ou seja,
24:41é apenas um aglomerado
24:42muito ruim.
24:43Você vai ter que separar
24:44as favelas
24:45de acordo com
24:46dois critérios macro
24:47que vão se dividir
24:47em quatro modelos
24:49de operação,
24:49que é se aquela favela
24:50está em uma área
24:51de interesse econômico
24:52maior ou menor
24:53e se ela está
24:54em uma área plana
24:55ou uma área de encosta.
24:56Se é uma área de encosta
24:57e ela tem um alto
24:58interesse econômico,
24:59por exemplo,
25:00uma parte importante
25:00das favelas no Rio de Janeiro,
25:02você vai ter que fazer
25:03uma realocação das pessoas,
25:04você vai construir prédios,
25:05você vai também usar
25:06aquele espaço
25:06para investimentos privados,
25:08porque vai ter interesse
25:08privado em participar
25:09daquilo.
25:09Se a pessoa está
25:10em uma encosta,
25:11como por exemplo,
25:12em Juiz de Fora,
25:12que nesse ano
25:14teve aquela crise
25:16com as chuvas,
25:16eu mesmo fui visitar ali.
25:18Pois bem,
25:18ali o interesse econômico
25:19talvez não seja tão grande,
25:20mas você vai ter que
25:20tirar essa pessoa da encosta.
25:21Agora,
25:22uma favela plana
25:23com interesse econômico,
25:24Paraisópolis tem um misto,
25:25mas Paraisópolis
25:26tem uma parte importante plana.
25:27O próprio governo estadual
25:28já está fazendo
25:28um trabalho
25:28de desfavelização ali,
25:30entendendo que haverá
25:30interesse econômico
25:31porque é uma área nobre.
25:32Ou seja,
25:32você vai ter modelos
25:33diferentes
25:34para modelos diferentes
25:35de favela
25:35e todos passam
25:36pela urbanização.
25:37Aí no final vai falar,
25:38mas com que dinheiro?
25:39Pois bem,
25:40não apenas temos que gerar
25:41espaço fiscal
25:41para aumento
25:42do investimento
25:42de infraestrutura
25:43e este é um investimento
25:44fundamental de infraestrutura,
25:45como haverá o convite
25:47à iniciativa privada
25:47para participar
25:48nas PPPs,
25:49especialmente nas áreas
25:50em que há interesse econômico
25:51e criação de uma modalidade
25:53em que quando você,
25:54vou dar um exemplo,
25:54você pega Paraisópolis,
25:56você vai dar o título
25:56de propriedade para a pessoa
25:57e você vai fazer a reforma
25:59na casa dela
25:59para fazer a adequação
26:00e você vai fazer
26:01os equipamentos urbanos
26:02ao redor.
26:02Aquele título de propriedade
26:04vem com um valor
26:05muito módico.
26:06Eu estou falando,
26:06eu estou pegando até a experiência
26:07que o Mauro Mendes
26:10o Piveta tem um fazendo
26:11lá no Mato Grosso
26:11e você pagar um valor
26:13mensal mínimo,
26:13menor do que o da
26:14Minha Casa Minha Vida.
26:15Até porque essa pessoa
26:16já entrou como se fosse
26:16a entrada com o barraco dela
26:18ou a casa dela.
26:19E aí nessa adequação
26:20que é feita,
26:21a pessoa ganha um título
26:21de propriedade
26:22que acaba sendo formalizado
26:24na economia.
26:25Aquilo vai acabar se pagando
26:26também porque aquela pessoa
26:27é formalizada na conta de luz
26:28que ela paga,
26:30no próprio IPTU que ela paga
26:32com um regime de transição
26:33que ela está saindo hoje
26:34de um processo completo
26:36de informalidade
26:38para um processo de formalidade.
26:39E esse recurso
26:40que retorna à economia
26:40acaba financiando
26:42ao longo do processo.
26:42A gente apresentou
26:42no Livro Amarelo
26:43um estudo interessante
26:44sobre como transformar isso
26:45em algo economicamente viável
26:47porque o custo,
26:48se eu for fazer do zero,
26:49seria de mais de um trilhão de reais.
26:51Então a gente está falando
26:52de um projeto de 15 anos
26:54que tem que ser
26:54uma política de Estado
26:55e que tem que ser acompanhado
26:56em mais uma coisa,
26:56um estatuto da desfavelização
26:57que passa por impedir,
27:00utilizando os satélites,
27:01toda nova invasão
27:02de território urbano,
27:03rural, claro,
27:04a gente tem um problema
27:04de favelização do campo
27:06com o MST,
27:06mas todo o processo
27:08de favelização
27:09e inclusive um acompanhamento
27:10muito sério
27:10sobre os tais movimentos
27:11de moradia
27:12que trabalham basicamente
27:13com especulação imobiliária
27:14e com invasão de terrenos
27:15e com o uso dessas pessoas
27:16como bucha de canhão.
27:17Então invadir terreno
27:18público ou privado
27:19tem que ser muito combatido,
27:21tem que passar a régua nisso,
27:22passar a régua
27:23e quem hoje mora
27:24em uma favela
27:24tem que entender
27:25que ele vai ser alvo
27:26de um plano
27:27e um plano que vai entregar
27:28dignidade e cidadania
27:28para ele.
27:29Candidato,
27:30deixa eu voltar um pouquinho
27:32para a economia.
27:36Há alguma perspectiva
27:38no seu governo
27:39de redução de ministérios,
27:41redução de cargos comissionados,
27:42tem meta para isso?
27:44Redução de ministérios,
27:46assim,
27:46por mais que seja
27:47um sinal que você passa,
27:49apresentar isso como uma
27:50nossa,
27:51eu estou reduzindo os gastos,
27:52isso aí,
27:52acho que é meio conversa.
27:53É legal,
27:54tipo,
27:54eu me leio afuera,
27:55afuera, afuera,
27:56mas quem está
27:58no ministério hoje
27:59com um cargo
28:00que não é comissionado,
28:01ele vai continuar na folha.
28:02O prédio vai continuar existindo,
28:03pertence à União.
28:04Acho que o critério
28:05que tem que utilizar é
28:06vou remodelá-los
28:07de acordo com o modelo de gestão,
28:08então o Kim Kataguiri
28:09vai tocar um ministério
28:11de gestão nosso
28:11que vai congregar previdência,
28:14que vai congregar trabalho,
28:15que vai congregar planejamento,
28:17ou seja,
28:17a ideia nossa,
28:18inclusive,
28:18com ele,
28:19é a gente montar
28:19uma espécie de startup
28:20no próprio Palácio do Planalto
28:22junto com a Secretaria-Geral
28:23congregando essas áreas
28:24que são estratégicas.
28:25E esse próprio ministério
28:26é cuidar de a gente
28:27olhar todo o capital humano
28:28que a gente tem à disposição
28:29como uma espécie
28:29de um super RH
28:30e aí você fazer
28:31as relocações
28:32e readequações
28:33que são necessárias.
28:34Até porque
28:35existe muito preconceito
28:36com o comissionado,
28:38mas em muitos ministérios,
28:39em muitas prefeituras,
28:40é o comissionado
28:40que toca a gestão.
28:42Então você...
28:43Boa parte da equipe técnica
28:44que a gente chama
28:45dos ministérios da fazenda
28:46que passaram por aí
28:46eram bons cargos técnicos
28:47comissionados
28:48que foram colocados lá.
28:49Então você não mexeria nisso?
28:51Ou mexeria de forma puntual?
28:52Não, eu relocaria
28:52de acordo com a necessidade
28:53de gestão.
28:54Eu botar uma meta específica
28:55pra mim é mais perfumaria
28:56e eu fugi
28:57do que é verdadeiramente
28:58popular,
28:59mas gera resultado fiscal.
29:00Eu falo da desindexação
29:03do salário mínimo,
29:04da aposentadoria do BPC,
29:06do aumento do salário mínimo,
29:07é impopular,
29:08mas isso te dá
29:09resultado fiscal muito grande.
29:11Muito grande.
29:12Isso vai permitir
29:12que os juros caiam,
29:13que o dinheiro das pessoas
29:14valha mais,
29:14inclusive do aposentado.
29:15O dinheiro dele vai valer
29:16mais no fim do dia.
29:17Só que aí eu falo isso,
29:18não dá tanto voto
29:19que eu falo
29:19ah, eu vou cortar
29:2020 ministérios de uma vez.
29:21Eu acho isso bobo.
29:23Honestamente.
29:24Eu acho que tem que obedecer
29:25critérios de gestão.
29:26É isso.
29:27Reforma de Previdência.
29:29Reforma paramétrica,
29:30tá inclusive protocolada por nós.
29:31A gente tem que alterar
29:32os parâmetros,
29:33tem que ter um gatilho automático.
29:34Inclusive a OCDE
29:35tem uma lista
29:36das nações que trabalham
29:37nessa linha,
29:38que é,
29:38você tem um gatilho automático
29:39conforme a idade avança,
29:43naturalmente o sistema
29:44previdenciário se adequa
29:45àquilo.
29:45E nós temos que
29:46reduzir as exceções.
29:48Reduzir ou quase
29:48encerrar as exceções.
29:50Nós temos tanta exceção,
29:51e a última reforma
29:51incluiu tanta exceção,
29:52que no fim do dia
29:53ela nunca tem o efeito
29:54que ela precisa,
29:55tanto que ela precisa ser refeita.
29:56E vou te falar,
29:58eu gostaria de passar
29:58a Previdência junto
29:59nesse pacote
30:00que envolve
30:00desvinculação e desindexação.
30:02Na transição.
30:03Só para fechar,
30:03para entregar para o Duda,
30:05eu queria aproveitar
30:06e só explorar
30:06uma questão
30:07sobre incentivos fiscais.
30:09O senhor,
30:10num eventual governo
30:11Renan Santos,
30:12o senhor cortaria
30:13incentivo fiscal
30:14ou faria uma análise,
30:15faria uma readequação?
30:17Vou cortar muito
30:18incentivo fiscal
30:19e também faria
30:19muita readequação.
30:21Você tem modelos
30:22que funcionam
30:22e modelos que não funcionam.
30:24O do agro funciona.
30:26O do agro funciona.
30:27E quando comparado
30:28aos nossos concorrentes
30:28no mundo,
30:29o subsídio é muito menor
30:31do que os nossos concorrentes
30:32globais.
30:32E o agro,
30:33ele se tornou uma cadeia
30:34que hoje ela não é apenas agro.
30:35Quem vai no Mato Grosso,
30:36eu fui no Maranhão,
30:37que é uma das regiões.
30:38Você é do Maranhão.
30:39Você vai para a região
30:40de Balsas,
30:41hoje você tem usina
30:41de etanol lá em Balsas.
30:43E é o agro,
30:44o capital do agro,
30:45gerando tecnologia,
30:46estrando agroindústria
30:47para exportar.
30:48Aquilo mudou a dinâmica
30:49de Balsas.
30:50Quando você vai para Pinheiros,
30:51a terra do Sarney,
30:52você vê um negócio
30:55decadente, triste.
30:56Você vai para Balsas,
30:57por mais que urbanisticamente
30:58ainda está se arrumando,
31:00já é outra energia.
31:01Você vai para o Mato Grosso,
31:02é outra energia.
31:02É a transformação
31:03do agro em agroindústria.
31:04Então,
31:05isso está dando frutos
31:06para a gente.
31:06Inclusive,
31:07boa parte do projeto
31:07que a gente tem que ter de Brasil,
31:08de sair o Brasil
31:09do Bolsa Família,
31:10passa a entender
31:11que o papel da agricultura
31:12ali é um papel transformador.
31:14Ele muda a dinâmica
31:15política, econômica e social
31:16desses lugares.
31:16Então,
31:17isso é um exemplo
31:18do que funciona,
31:19mas logicamente,
31:20é aquela coisa,
31:20o molho fica mais caro
31:23que o que não funciona.
31:24Zona Franca de Manaus
31:25é um exemplo que não funciona.
31:26Só a Honda tem 16 bilhões
31:28em renúncia fiscal por ano.
31:30A Honda
31:31para ficar levando equipamento
31:33daqui para lá,
31:34de cá para lá,
31:34só porque tem um,
31:35vamos colocar aqui,
31:37uma malandragem fiscal
31:38que foi criada,
31:38talvez houvesse ali
31:39no período da ditadura militar
31:40um objetivo de ocupação.
31:41Hoje não funciona.
31:42Manaus é uma cidade
31:43de dois milhões
31:43e poucos mil habitantes
31:44e você tem renúncias fiscais
31:45nas casas das dezenas
31:47de bilhões de reais.
31:48Ou seja,
31:48não está batendo.
31:50Tem orçamento de capital
31:51no Brasil que não dá
31:51o que é a Zona Franca de Manaus
31:53e de capital maior.
31:54Me corrija aí,
31:55o pessoal que está aqui,
31:56mas eu duvido que o orçamento
31:56do Rio de Janeiro
31:57seja maior,
31:58da cidade do Rio,
31:59que é bem maior do que Manaus,
32:00do que o dinheiro
32:00que vai para a Zona Franca de Manaus.
32:01Então, lógico que é uma distorção
32:03e essa distorção
32:04precisa ser corrigida.
32:05Também você,
32:06só que também acredito
32:07que quando bem implementado,
32:10algumas renúncias fiscais
32:11podem funcionar.
32:12A construção do complexo do agro
32:15que envolveu a Embrapa Pública,
32:17e olha só,
32:17eu sou um cara também
32:18do, vamos privatizar,
32:19a Embrapa Pública
32:20mais as frentes pioneiras
32:22que levaram a gauchada do Sul
32:24para o Centro-Oeste e para o Norte,
32:26isso misturou Estado,
32:27misturou a iniciativa privada
32:29e misturou algum grau de subsídio
32:31e isso gerou algo muito bom.
32:33Então, nós temos que saber
32:34pontuar e utilizar
32:35e não correr,
32:36não incorrer na esparrela
32:37do campeão nacional,
32:38que é uma vergonha
32:39e não funciona
32:39e que a gente não vai cair nisso.
32:41Candidato, como jornalista,
32:43li o plano de governo de vocês
32:45e fiquei preocupado
32:46com aquela questão
32:47do código de imprensa.
32:48O que vocês querem colocar
32:49dentro desse código de imprensa?
32:51Tem risco aí de censura?
32:52Não fique,
32:53não fique,
32:53muito pelo contrário.
32:54Você é um jornalista sério
32:55e eu acho que a sua categoria
32:57está sendo assaltada
32:59por uma modalidade nova
33:00que eu vi rodando o Brasil.
33:01E que eu acho que talvez
33:02vocês estejam acompanhando.
33:03Algumas páginas de fofoca
33:04no Brasil,
33:05na verdade,
33:05existem dezenas de milhares
33:06de páginas de fofoca.
33:07Elas atuam como veículos
33:08jornalísticos dos municípios
33:10e são compradas
33:10pelos prefeitos locais.
33:12É dinheiro público
33:13que é usado
33:13e ninguém sabe
33:14que é dinheiro público
33:14sendo utilizado
33:15por um veículo de imprensa.
33:17Isso entra como verba publicitária
33:18porque elas são congregadas
33:19dentro de agências.
33:20Isso aí não está disciplinado,
33:22isso não é jornalismo,
33:23eles não têm obrigados
33:23a fazer checagem,
33:24a nada,
33:25ninguém tem autoria da matéria,
33:26não tem redação,
33:27ninguém sabe que isso.
33:28São milhões,
33:30que sabe bilhões de reais
33:31que estão sendo direcionados
33:32para esse esgoto
33:33e ninguém sabe.
33:35Alguém tem condição
33:36de checar
33:36por como esse dinheiro é usado.
33:38Será que a rúbrica,
33:39a rúbrica dele
33:40dentro do orçamento municipal
33:42que fica dentro
33:42de gastos de publicidade
33:43com agência
33:44não deveria ser
33:46tornada transparente?
33:47Isso é um exemplo.
33:48Agora,
33:49em nenhum momento
33:49a gente quer atuar
33:50contra a liberdade,
33:51a gente pensa muito pelo contrário.
33:52Eu vi que você havia feito
33:53uma crítica,
33:54até a gente respondeu
33:54ali na Cruzoé.
33:55A crítica é pertinente
33:56porque esse tema
33:56tem que ser colocado
33:58sempre à mesa.
33:58Porque a imprensa
33:59é necessária
34:00num país doente
34:02como o Brasil.
34:03Só que as inovações
34:04que vêm acontecendo,
34:05em termos tecnológicos,
34:06a página de fofoca,
34:07um exemplo disso,
34:08são coisas tão bizarras
34:09que o próprio jornalismo
34:10está sendo meio que comido
34:11por baixo sem nem perceber.
34:12E eu acho que a população
34:13tem o jeito de saber
34:14que a página de fofoca
34:15que está atorando
34:16no município dela
34:17recebe grana de emenda
34:18do prefeito.
34:19Isso é um absurdo,
34:19e isso precisa ser corrigido.
34:22Como é que seria
34:23uma diplomacia
34:24num governo renasçante?
34:25Você faria uma aproximação
34:26com os Estados Unidos,
34:28com China,
34:29com Rússia?
34:31Um governo nosso
34:32tem que entender
34:33o que é o Brasil
34:34perante o mundo,
34:35quem nós somos.
34:36Ah, o Brasil é o Ocidente.
34:38Não, o Brasil
34:39é uma experiência única
34:40que congrega
34:41o Ocidente
34:41e o dito sul global.
34:42O Brasil é como
34:43se ele fosse uma porta,
34:44um portal
34:45entre o Ocidente
34:47e esse mundo novo
34:48que envolve a África,
34:49que envolve a Índia,
34:50que envolve a Ásia.
34:52E o Brasil consegue
34:53congregar isso
34:53de maneira carismática
34:54e apaixonante.
34:56Então, o Brasil
34:57é um país que não tem
34:57rejeição perante o mundo.
34:58Na Copa do Mundo
34:59tinha mais gente
34:59torcendo pela seleção
35:00em Bangladesh,
35:01na Índia,
35:02não sei se vocês
35:02acompanharam isso,
35:03do que nas cidades do Brasil.
35:05Este papel
35:06nos coloca
35:06não como um baluarte
35:08que é um aliado
35:09automático dos Estados Unidos
35:10como parte da direita
35:11quer ver,
35:12mas como uma nação
35:13que vai ter que
35:13saber fazer esse papel.
35:14Vamos colocar diplomático,
35:15internacional de soft power
35:16e em termos de atração
35:18de investimentos
35:19com uma dinâmica
35:21pragmática.
35:22Vou dar um exemplo,
35:22terras raras.
35:23Os Estados Unidos
35:24não fez a lição de casa
35:25dele com as terras raras.
35:26Não fez.
35:27Inclusive,
35:28eles venderam
35:28a tecnologia
35:29para a China,
35:30as empresas privadas deles,
35:31a China,
35:32pegou nos anos 80
35:33a tecnologia americana,
35:34investiu tudo em processamento,
35:35tem as maiores reservas,
35:36tem, se eu não me engano,
35:37mais de 90% do processamento
35:38de terras raras do mundo.
35:39Para você fazer um F-35,
35:41caça americano,
35:41o maior instrumento
35:42de guerra dos Estados Unidos,
35:43você precisa de meia tonelada
35:44de terra rara.
35:45Os Estados Unidos
35:45dependem da China para isso.
35:47Estão na mão.
35:47não se planejaram.
35:49Agora,
35:49eles olham para o Brasil
35:50que tem 20% das reservas
35:51pelo que a gente sabe.
35:53Os Estados Unidos
35:54falam,
35:54não,
35:54eu preciso extrair
35:55sua reserva aí.
35:56Isso que os Estados Unidos
35:56têm um processamento
35:58de um ou dois elementos.
35:59Aí,
35:59o Brasil vai olhar
36:00e vai falar o quê?
36:00Só extrai e leva embora?
36:02Não,
36:02qual é o nosso papel
36:03nesse novo jogo geopolítico?
36:05Na nossa visão,
36:07eu tenho que sentar
36:07com a União Europeia,
36:08tenho que sentar
36:09com o Taiwan,
36:09que precisa de terra rara também,
36:11eu tenho que sentar
36:11com o Japão,
36:12tenho que sentar
36:12com os Estados Unidos,
36:13com o Canadá
36:13e com a própria China
36:14e estabelecer
36:15um sistema relacional
36:16em que há transferência
36:18de tecnologia
36:18e investimento
36:19e parcerias
36:20de longo prazo
36:21envolvendo isso.
36:22Porque as tais,
36:23as terras aulas
36:23vão colocar a gente,
36:24vão fazer com que a gente
36:25possa tirar o gap tecnológico
36:27em matérias
36:28que a gente ficou
36:28completamente para trás.
36:30Então,
36:31é do ponto de vista geopolítico
36:32uma reorganização
36:33que nós vamos precisar fazer
36:34e que não é uma resposta fácil
36:35porque você vai ter que sentar
36:36e negociar com todo mundo,
36:38com absolutamente todo mundo.
36:39A União Europeia
36:39tem um interesse
36:40numa reindustrialização dela
36:41focada nisso.
36:43Mesma coisa
36:43dos Estados Unidos da América
36:44que tem uma dependência
36:45geopolítica desse tema.
36:46Vamos para outro tema,
36:47data center.
36:48Hoje o Brasil
36:48não está em condição
36:49de falar
36:50pô,
36:50eu estou aqui
36:51na fronteira
36:52do conhecimento IA.
36:53Mas boa parte
36:54das IAs do mundo
36:55vão precisar
36:55de infraestrutura
36:56de data center
36:57com energia limpa
36:58sendo tocada
36:59em vários lugares
36:59ao redor do mundo.
37:00O Brasil está
37:01em uma posição
37:01boa para isso.
37:03Basta nós tocarmos
37:04direitinho
37:06o nosso licenciamento ambiental,
37:07não deixar
37:08a ONG
37:08ficar sabotando
37:09a instalação
37:10dos nossos data centers
37:11como tentaram fazer
37:11agora no Ceará,
37:12porque houve tentativa
37:14explícita de sabotagem
37:15com o pessoal
37:16da Casa dos Ventos
37:16que trouxe os data centers ali.
37:18Do ponto de vista logístico,
37:19a gente está num hub
37:20de fibra ótica
37:20que recebe fibra
37:22dos Estados Unidos
37:23e que redistribui
37:24para a África e Europa.
37:25Ou seja,
37:26a gente está
37:26numa posição boa
37:28que caso a gente use
37:29as nossas matrizes energéticas,
37:30diminua os juros,
37:31entra investimento,
37:32a gente se torna
37:32essa infra
37:34que aí você também
37:35ganha poder
37:36e leverage
37:37para negociar também
37:37troca de tecnologia
37:38e inclusive capacidade
37:39de investimento
37:40para a gente poder
37:40criar as nossas próprias
37:43IAs aqui.
37:44Não sou tão otimista
37:46no curto prazo,
37:46mas acho que no longo prazo,
37:47do ponto de vista diplomático,
37:49a gente consegue quebrar
37:50o gap nessas áreas.
37:52Candidato,
37:52vocês pensam em reduzir
37:54o número de municípios
37:55no Brasil, né?
37:56Qual seria o critério
37:57para fazer essa redução?
37:59Isso está no nosso livro amarelo.
38:00Deixa eu comentar
38:01esse questionamento
38:02do colega
38:02para fazer o outro questionamento.
38:04Como uma proposta
38:06dessa passa
38:06num Congresso
38:07em que o deputado federal
38:10normalmente depende
38:11do prefeito
38:12para ter voto?
38:14Posso me estender nessa?
38:16Eu acho que isso aqui
38:17é o tema mais legal
38:18para a gente tratar.
38:19Se a gente for falar
38:20de reforma política
38:21no Brasil,
38:22nós temos que falar disso.
38:23Porque muita gente
38:24fala em reforma política,
38:25vamos mudar o modelo
38:26para distrital,
38:27distrital misto.
38:28Isso pouco importa
38:29no regime atual.
38:31Vocês que fazem
38:31cobertura política
38:32têm que entender que,
38:34e vocês entendem, claro,
38:35que o município
38:36se tornou,
38:37especialmente o município
38:38com baixa atividade econômica,
38:39um executor de recursos
38:40que vem do governo federal
38:41e executor de emendas
38:43do padrinho político
38:44do prefeito
38:44que é o deputado
38:45que recebe a emenda.
38:46Hoje, o que é
38:46um deputado federal?
38:48Ele é um gestor
38:48de uma série de,
38:49vamos colocar,
38:50filiais que ele tem
38:51que são municípios
38:52e eles executam
38:53as emendas dele,
38:54fazem o show
38:54do Wesley Safadão
38:55para se ele releger,
38:56não tem nenhuma obrigação
38:58ou compromisso
38:58com indicadores de desempenho,
39:00os famosos QPIs
39:01que vocês têm que colocar
39:02nas empresas de você
39:03para vocês poderem validar
39:04se a empresa está funcionando
39:05ou não,
39:06e aí eles giram
39:07esse dinheiro,
39:08não há aumento
39:09da atividade econômica
39:10nos municípios,
39:10até porque aumentar
39:12a atividade econômica
39:12significa diminuir
39:13o ciclo de dependência
39:16do cidadão
39:16para com o prefeito
39:17e com o deputado,
39:18e aí o deputado,
39:19quanto mais cidades
39:20ele tem para ele controlar,
39:22que é esse o jogo político
39:23do deputado federal,
39:24mais poder ele tem em Brasília,
39:25por isso isso mais demanda
39:26emenda e as emendas
39:27são utilizadas,
39:28especialmente as do orçamento secreto
39:29para alimentar esse jogo.
39:30É isso que a gente chama
39:31de pacto federativo no Brasil
39:33e é isso que faz
39:34com que o centrão
39:34ano após ano
39:35mande cada vez mais.
39:37É por isso que a política brasileira
39:38não é feita
39:39baseada em,
39:40vamos dizer,
39:41nem critérios objetivos,
39:42nem em programa,
39:42nem em ideologia.
39:43A gente fica discutindo ideologia,
39:45vocês escutem no Antagonista,
39:46eu discuto na minha live,
39:48mas no fundo
39:49isso é uma perfumaria
39:50diante de um sistema
39:51de uma máquina muito dura,
39:52cujo funcionamento
39:53é um funcionamento
39:54que é danoso para o Brasil.
39:55Como resolver isso?
39:56E esse é o ponto
39:56que eu vou chegar
39:57que vai envolver
39:57a fusão de municípios.
40:00Houve no governo
40:01do Fernando Henrique
40:02a lei de responsabilidade fiscal
40:03que disciplinava,
40:05no fundo,
40:05a utilização do orçamento
40:07por parte de entes federativos.
40:10Aquilo foi uma revolução
40:11à época,
40:11porque a coisa mais comum
40:12era um prefeito
40:13terminar o mandato dele
40:14ou terminar um ano mesmo,
40:15sem pagar folha,
40:16dar um calote
40:16e jogo que segue.
40:18Pois bem,
40:19a lei de responsabilidade
40:20gerencial,
40:20que é um dos projetos
40:21que está no nosso programa,
40:22prevê que um prefeito,
40:23e vamos começar com os prefeitos,
40:25tenha indicadores
40:26de desempenho objetivos,
40:28QPIs.
40:28O principal deles,
40:29aumenta a atividade econômica
40:30no município.
40:31Lembrando que,
40:32quanto você aumenta
40:32a atividade econômica,
40:34menos gente vai ficar
40:34no Bolsa Família,
40:36menos gente vai ficar
40:36dependendo dos favores
40:37do prefeito.
40:39Índices de educação,
40:40que já são públicos,
40:40existem.
40:41O Brasil, inclusive,
40:41é um país bom
40:42nessa parte de transparência
40:43e avaliação,
40:44em muitas áreas,
40:45melhor do que os Estados Unidos.
40:47Cobertura de água,
40:48cobertura de esgoto,
40:49fila nas UBS,
40:50ou seja,
40:51critérios objetivos
40:51que vão entregando
40:52uma pontuação do prefeito.
40:54Prefeito não entrega
40:55a pontuação mínima
40:56ao longo do seu mandato
40:57e fica ineligível
40:57por oito anos.
40:58Prefeito bate as suas metas,
41:00ele se qualifica
41:00para receber mais emenda.
41:02Então, o prefeito
41:02pode receber mais emenda
41:04desde que entregue
41:05bons indicadores
41:07de desempenho,
41:09facilmente mitificáveis
41:10e auditáveis.
41:11O maior deles,
41:12aumento da atividade econômica
41:13percebida com aumento
41:15de emprego e redução
41:15de pessoas
41:16vivendo do assistencialismo.
41:18Com isso,
41:19eu já disciplinei
41:19o uso da emenda
41:20e com isso,
41:21eu permiti que os municípios
41:22que hoje têm
41:23baixa atividade econômica,
41:24que são aqueles
41:25que deveriam ser alvo
41:26de uma fusão,
41:27passem a se tornar,
41:27a ter sua porta de saída.
41:29Caso eles não tenham isso,
41:30o governo federal
41:31terá dois caminhos,
41:32que é, um,
41:33você, por decreto,
41:35ou via um projeto,
41:36quando eu falo decreto,
41:36via um projeto,
41:37você fazer os critérios
41:38para uma fusão,
41:39olha,
41:39município com menos
41:40de 10 mil habitantes
41:41que não apresenta
41:41atividade econômica
41:42vai se juntar
41:43com o município mais próximo,
41:44obedecendo algumas vicissitudes,
41:45por exemplo,
41:46se o município está
41:46no interior lá do Amazonas
41:47e você tem
41:49100 quilômetros de distância,
41:50como acontece de município
41:51por outro,
41:51que não vai dar para fazer isso,
41:52claro,
41:52mas onde dá,
41:53você vai fazer.
41:54E, inclusive,
41:55incentivos financeiros
41:56para que haja fusão,
41:57porque os ganhos
41:58no longo prazo
41:59são assim,
41:59então,
41:59ou nós fazemos pelo amor,
42:01ou nós fazemos pela dor,
42:03espero fazer pelo amor.
42:04E o amor é bom
42:05para os prefeitos,
42:06porque um dos elementos
42:07que tem que se sustentar,
42:08vocês conhecem,
42:09esse tipo é privado,
42:09é o sistema de incentivos.
42:12De um lado,
42:12o prefeito tem que ter
42:13essas metas,
42:14indicadores e a punição,
42:14caso não cumpra a meta,
42:16mas do outro,
42:16caso ele cumpra a meta,
42:17o tão famigerado
42:18fundo partidário,
42:19que nós não vamos conseguir
42:21cortar nesses quatro anos
42:22de mandato,
42:22porque os partidos
42:23são tão hiperipoderados,
42:25passam a ser determinados
42:26pelo número de indicadores,
42:27os pontos que eles obtêm
42:28por município,
42:29ponderado pelo tamanho
42:29do município,
42:30multiplicado pelo número
42:31de municípios que um partido tem.
42:32Ou seja,
42:33o que um Kassab,
42:34um Valdemar,
42:35ou um Renan Santos,
42:36que agora é o presidente
42:36do partido,
42:37vão ter como meta?
42:38Corpo técnico,
42:40boas prefeituras
42:40com boa gestão,
42:41atingindo bons indicadores,
42:42meu partido vai ser
42:43recompensado por isso.
42:44Você altera a dinâmica,
42:46essa alteração dinâmica
42:47impacta a questão
42:48da fusão dos municípios,
42:49impacta o que seria,
42:50na minha visão,
42:51a grande reforma política
42:52do Brasil.
42:52Ou seja,
42:53a gente realinha
42:54esses interesses.
42:55Para mim,
42:55isso é a coisa mais importante
42:56que o meu mandato
42:56teria que fazer.
42:57Ela é menos popular
42:58para eu falar,
42:59mas ela é mais importante.
43:00E essa é a reforma
43:01que a gente atinge
43:01diretamente o coração
43:02do Centrão.
43:03Porque eu não vou conseguir,
43:04não sei se eu,
43:04eu não quero,
43:05é que sim,
43:06eu não vou conseguir
43:07destruir o Centrão
43:07no meu governo.
43:08Eu acho o Centrão
43:08um problema tão...
43:10...e aí eu entrego
43:11também para o senhor
43:11para as suas considerações
43:13finais.
43:13Tem que responder rápido, né?
43:14Não, é sim ou não.
43:15É sim ou não.
43:16Bate bola, jogo rápido.
43:17É difícil, sim ou não.
43:18Redução da maioridade penal.
43:19A favor ou contra?
43:21Sim.
43:25Impeachment de ministro
43:26do Supremo?
43:27Sim.
43:29Flexibilização do aborto?
43:30Não.
43:32Cancelamento de Bolsa Família?
43:35Não está precisa, né?
43:36Porque uma Bolsa Família...
43:38Para quem...
43:39Vamos colocar aqui.
43:40Num município que não
43:41há atividade econômica
43:41é crueldade pura e simples.
43:43Para uma pessoa que está usando
43:45isso como um instrumento
43:46para ficar na informalidade
43:47e pegar um bico
43:48como o agro reclama,
43:48eu vou acabar.
43:49Tá.
43:50Pena de morte?
43:51Não dá para mexer.
43:53Sou favorável,
43:53mas não vai dar para mexer
43:54no meu governo.
43:56Autonomia financeira da PF?
43:58Gosto.
43:59Gostar é...
44:00Político, sim.
44:01Eu gosto...
44:02É sim...
44:03É tanto sim que eu gosto.
44:04Gosto e quero.
44:05Vou fazer igual o Eduardo Jorge
44:07naquele debate de 14.
44:08Quero.
44:09Fundão eleitoral?
44:11Não.
44:12Não gosto,
44:13mas redisciplinado
44:14é melhor do que está.
44:15Como eu expliquei agora
44:16na pergunta anterior.
44:17Eu tinha colocado aqui
44:17piso para saúde e educação.
44:20Como eu disse,
44:21você pode estabelecer
44:22algum tipo de piso.
44:23Agora, o reajuste
44:24como está, não dá.
44:26Indulto ao ex-presidente
44:27Jair Bolsonaro?
44:28Dosimetria para ele
44:29e para todo mundo dia 8.
44:30Quem cometeu o crime,
44:31simplesmente porque é de direita,
44:34não pode não ser punido
44:36pelo crime.
44:37Mesma coisa
44:37se tem um cara de esquerda
44:38no...
44:38Se o Lula perdeu a eleição,
44:40o pessoal do MST invade tudo,
44:41ah, vamos anistiar eles.
44:42Não.
44:43Cometer o crime
44:43vai ser punido,
44:44mas com um julgamento justo.
44:45Porque por isso
44:46que a dosimetria
44:47é uma solução política boa.
44:48As forças políticas
44:49vêm diante de um caso bizarro
44:51em que o STF sai da linha
44:53e em que a população
44:54e líderes políticas
44:54saem da linha
44:55e fazem um pacto
44:57para pacificar o Brasil.
44:58dosimetria.
44:59Tá certo.
45:00Candidato,
45:00dois minutos
45:01para as suas considerações finais.
45:02Já te agradeço,
45:02gente,
45:03pela participação aqui no evento.
45:05Eu queria primeiro agradecer,
45:06assim,
45:06a honra incrível
45:08de estar aqui presente.
45:09Eu queria primeiro agradecer também
45:11todos os jovens
45:12que coletaram assinaturas
45:13que me permitiram estar aqui.
45:14Eu só estou aqui
45:14porque gente se sacrificou,
45:16teve gente que tomou
45:16ameaça de morte,
45:17gente que foi esfaqueado
45:18na rua coletando assinaturas
45:19para o nosso partido.
45:20Eu estou aqui
45:21pelas pessoas
45:21que foram corajosas
45:22em falar não diante
45:23do like fácil,
45:24do view fácil
45:25em redes sociais,
45:25de todo mundo
45:26que resiste à tentação
45:27e de todo mundo
45:28que está aqui
45:28não porque
45:29eu não sou o Lula,
45:30porque eu não sou o Bolsonaro,
45:32mas sim porque a gente
45:32tem a chance
45:33de tornar esse país
45:33uma das cinco maiores potências
45:34do mundo
45:35nos próximos 30 anos.
45:37Se você é ambicioso,
45:38se você tem essa energia,
45:39se você quer construir isso
45:40e não quer ficar de conversa mole,
45:42prazer,
45:43nós somos a tua casa
45:44e a tua casa está te aguardando.
45:45Obrigado.
45:51Até quando você vai deixar
45:53que criem narrativas
45:54para esconder a verdade de você?
45:56Eu bombardei o diário
45:57de informações,
45:58o barulho das redes sociais
46:00e as minhas mentais
46:01só servem para uma coisa,
46:03te confundir.
46:04Mas o jogo político real
46:05acontece nos bastidores.
46:08Mas existe um lugar
46:09que não baixa a cabeça,
46:11onde a velocidade da notícia
46:13em tempo real
46:13de um antagonista
46:15se une à investigação profunda,
46:17sem amarras,
46:18da revista Cruzoé.
46:20Nós vigiamos quem está no poder,
46:23não importa o partido.
46:26Assinar o nosso combo
46:27significa ter na palma da sua mão
46:29os bastidores de Brasília
46:31em tempo real,
46:33análises de quem conhece
46:34o jogo político por dentro
46:36e grandes reportagens
46:37que a imprensa tradicional
46:39muitas vezes prefere não mostrar.
46:44E hoje,
46:45você não precisa escolher
46:46entre a agilidade
46:47e a profundidade.
46:49Preparamos uma condição
46:51exclusiva
46:52para o nosso público
46:53do YouTube.
46:53Um combo promocional
46:55imperdível
46:56para você garantir
46:57o acesso total
46:57ao antagonista
46:59e a Cruzoé
46:59por um valor
47:00que cabe no seu bolso.
47:01Não seja apenas
47:02mais um espectador da história.
47:04Faça parte do jornalismo
47:06que incomoda os poderosos
47:07e defende a sua liberdade.
47:09Clique no link
47:10aqui embaixo
47:10na descrição
47:11ou aponte a câmera
47:12para o QR Code na tela.
47:14Assine o combo agora
47:15e mude sua forma
47:16de ver o Brasil.
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