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  • há 2 dias

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Transcrição
00:00Meu ex partiu num acidente de carro e no velório dele a gente descobriu que ele era um minto maníaco,
00:06manipulador, que estava fazendo um monte de mulher de idiota.
00:10Quando ele se foi, a gente estava junto há 12 anos, mas 3 anos antes da partida dele, eu comecei
00:16a fazer terapia e aí eu percebi com a terapia que o relacionamento não era muito saudável.
00:24E aí eu comecei a cobrar a ele algumas coisas e aí eu vi que ele não ia fazer aquelas
00:29coisas que eu queria e eu comecei a não ver mais sentido em manter a relação e comecei a tentar
00:34terminar.
00:35Só que ele se fazia de pessoa muito coitadinha, sabe? E eu era aquela pessoa horrível que estava terminando com
00:43ele no momento em que ele precisava de mim e tal.
00:46Até o suicídio de uma amiga minha ele usou como forma de me manipular para eu não terminar com ele.
00:53E aí eu estava sempre naquela, tipo, exausta já da relação, mas ele não permitia, ele me seguia, ia atrás
00:59de mim, eu viajava para o interior para ficar longe dele, ele ia atrás de mim, batia a minha porta
01:03de madrugada, é um caos.
01:04Depois eu conto essas situações.
01:07Mas enfim, eu tinha viajado, tinha ido para o interior e aí lá eu recebi a notícia que ele tinha
01:11sofrido um acidente de carro e que tinha partido.
01:14E aí ok, retorno para Salvador para poder ir para o velório e tal, minha família veio comigo.
01:21E no velório minha mãe escutou umas conversas assim meio estranhas.
01:26Aí a gente estava lá no corredor das capelas, onde tem os velórios, e aí minha mãe encontrou com uma
01:30mulher, que é da nossa cidade também, que estava lá por coincidência, e começaram a conversar.
01:35E aí minha mãe falou que era o velório do genro dela.
01:38E aí a mulher falou que era, que estava no velório do namorado da amiga dela, que estavam juntos há
01:45três anos.
01:46E aí a mulher soltou, não, acho que a minha mãe, a mãe soltou o nome do defunto, né?
01:53E aí a mulher falou, ah, então você é mãe de fulana?
01:56Aí minha mãe parou assim, não, eu sou mãe de Kaline.
02:00Aí a mulher ficou branca, correu, e minha mãe já ficou ligada, chamou uma amiga minha, né, Denise, e chamou
02:07e falou assim, ó, acabou de acontecer isso daqui.
02:11Aí Denise e ela já ficaram espertas e já começaram a prestar atenção no que é que estava acontecendo naquele
02:15velório.
02:16E aí descobriram que tinha, além de mim, como viúva, tinha mais duas.
02:22Só que aí minha mãe estava muito preocupada comigo, porque eu realmente estava destruída, ela não quis me contar.
02:28Ela guardou segredo ali, pediu pra Denise também não me contar.
02:33Beleza?
02:34Passa-se dez dias, Denise até me mandou uma mensagem que eu não entendi bem, sabe?
02:38Ela dizendo assim, que era pra eu focar nas coisas ruins que ele já tinha feito comigo, e eu...
02:42Tipo, que mensagem sem noção? Como é que a pessoa tá de luto e outra manda uma mensagem dessa?
02:47Enfim...
02:48Aí um belo dia, dez dias depois desse velório,
02:52eu percebi que eu tinha recebido a mensagem de uma conhecida ali da gente,
02:57que tinha falado, perguntado o que é que tinha acontecido com ele.
03:01E na hora eu tava muito mal, eu não respondi.
03:04E aí eu lembrei que eu tinha deixado essa pessoa sem resposta e fui lá olhar pra poder responder.
03:09Aí eu vi que a pessoa tinha apagado a mensagem.
03:13Aí eu estranhei, eu...
03:14Por que que ela apagou a mensagem?
03:16Aí eu fui e entrei no Instagram dela pra poder, né, pedir desculpa por não ter respondido e tal,
03:22e explicar que eu tava mal, né?
03:24E aí quando eu entrei nos stories, ela estava ali, me detonando, falando um monte de coisa horrível sobre mim,
03:31e falando sobre o grande amor que ela tinha vivido com o defunto.
03:36Aí eu parei assim, eu...
03:38Como assim?
03:39Como assim?
03:41Essa pessoa, ela era amiga da irmã dele.
03:44E ele vivia falando muito mal dela.
03:46Tanto que ele xingava essa mulher.
03:48Ele chamava ela de gorda, pelancuda, dizia que ela era louca, que não suportava ela.
03:53Eu nunca poderia imaginar que ele poderia ter um caso com essa mulher.
03:58Tipo, sabe?
03:59Não fazia sentido pra mim.
04:01E aí eu parei, tipo, tremendo, mostrei pra minha mãe, ó, o que essa mulher tá falando.
04:07Aí minha mãe olhou pra mim e falou, então, eu tenho uma coisa pra te contar, mas você não pode
04:13se entregar.
04:15Aí eu, me conte.
04:18Foi aí que ela me contou de tudo que ela tinha visto no velório.
04:22Só que aí, eu não sabia quem eram essas duas mulheres do velório, porque essa era já uma terceira.
04:28As duas do velório, eu não fazia ideia.
04:29Uma, eu sabia o nome.
04:31E a outra, eu só tinha uma foto de relance que Denise tinha tirado.
04:36E eu comecei a procurar no Instagram dele, tentando achar essas mulheres, tentando ali.
04:39E assim, eu tava, sabe, em choque.
04:42Porque eu tava arrasada com a morte dele.
04:46Eu tava arrasada porque eu me sentia culpada por ter passado três anos tentando terminar com ele.
04:53Sendo que ele tinha uma data, né, pra partir, né?
04:56Então, eu ficava naquela, poxa, se eu soubesse que ele ia partir tão cedo, eu não tinha passado três anos
05:02brigando e tentando terminar e não sei o que.
05:06Ah, que raiva de mim.
05:08Esse negócio já tá com cinco minutos, vai ter que ter partido.
05:11Tchau.
05:13Tchau.
05:14Tchau.
05:17Tchau.
05:18Tchau.
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