00:00Dessa coisa de estar na trend, é porque são marcas arriscadas, são marcas ousadas, são marcas arrojadas.
00:13Viralização, ela é um gatilho ali daquela coisa que a gente chama da economia de atenção.
00:18O objetivo da viralização, né, ou quando a gente conquista a viralização,
00:22o interessante é porque você captura aquele maior tempo de tela da pessoa, a atenção, né,
00:28momentaneamente você captura um espaço de tempo ali do usuário.
00:34Mas a graça disso é quando você consegue fazer isso diversas vezes.
00:36A viralização, ela é um risco por si, né, então acho que a marca tem que ter,
00:41acho que uma coisa que é difícil para as marcas, mas algumas tem, que é coragem, né,
00:45coragem de estar lá e falar, eu vou apostar nisso daqui, então se a gente for ver as marcas que
00:50mais se destacam aí,
00:51a gente sabe de duas ou três, né, que são referência nessa coisa de estar na trend,
00:58é porque são marcas arriscadas, são marcas ousadas, são marcas arrojadas.
01:01Nem toda trend é para o Magalu, nem toda trend é para toda marca.
01:06Antes a gente olha, faz sentido para a marca essa trend?
01:10Se fizer sentido, check.
01:13Depois a gente olha, faz sentido para a nossa audiência?
01:17Essa trend tem valor para a nossa audiência?
01:20Se fizer, check.
01:22Depois a gente analisa os riscos, porque às vezes é um assunto que está muito em alta
01:28e vai entregar um resultado, um impacto, além do esperado.
01:32Mas se o risco for alto também, a gente analisa se faz sentido ou não.
01:39E outra coisa é o timing.
01:41O timing é um dos grandes pilares do sucesso de uma marca participar de uma trend.
01:48Tem que ser o timing certo, tem que ter uma certa urgência
01:55e cada trend tem o seu momento exato.
01:57Então, quando o assunto começa a esquentar, a gente pensa,
02:00esse assunto conecta com o KFC enquanto marca?
02:03Ele conecta com o público que a gente escolheu, o nosso público estratégico?
02:07A gente está no timing correto de entrar nessa conversa
02:09ou a conversa já está esfriando e a gente não vai conseguir surfar essa onda desse tema?
02:15E, por fim, é relevante para o nosso produto?
02:20Porque tem trends que não tem nenhuma conexão com o alimento, como você falou agora,
02:24nem com a marca e nem com como a gente quer se comportar para o consumidor.
02:30Então, a gente meio que criou essas perguntinhas chaves
02:33para a gente conseguir direcionar melhor onde entrar e onde não entrar.
02:38A gente escolhe qual trend a gente vai ou não participar no dia a dia
02:42a partir daquilo que faz sentido para a marca
02:45e daquilo que a marca consegue entrar naturalmente e organicamente.
02:49Se for muito forçado, se não fizer sentido,
02:53a gente não participa por entender que aquilo não tem uma ressonância com o nosso produto
02:57e que a gente vai estar muito mais interrompendo a conversa
03:01do consumidor na rede social do que agregando a essa conversa.
03:12O orgânico hoje a gente usa muito como um grande laboratório experimental.
03:17Então, é lá que a gente usa todo o nosso potencial criativo,
03:21testa, entende o que reverbera
03:24e aí a gente começa a impulsionar e aumentar essa escala.
03:27A presença orgânica do Canva ocupa o papel central do posicionamento da marca.
03:33É no orgânico que a gente vai estar falando todo dia com as pessoas,
03:36é no orgânico que a gente consegue mapear os assuntos mais relevantes,
03:40as trends mais relevantes,
03:42e é no orgânico que a gente tem um mecanismo muito fácil,
03:45muito barato de testar hipóteses criativas
03:48para isso ser escalado em todos os outros canais.
03:51Acho que um grande equívoco de algumas marcas
03:56é achar que participar de trend é uma estratégia de marca.
04:01E não é, trend é um evento, é algo pontual.
04:04A estratégia está na consistência, na frequência,
04:09no qual o seu público vai entender a personalidade da sua marca
04:13e se conectar emocionalmente com ela.
04:16É colocar a sua marca onde a atenção já está.
04:19Mas é importante tomar cuidado
04:22para não interromper aquela atenção.
04:26É como se você chegasse numa roda de conversa,
04:29a conversa já está fluindo,
04:31você chega na roda e interrompe a conversa.
04:33Às vezes até perde o fio da meada do papo.
04:36Você tem que entrar na roda e participar da conversa.
04:40Acho que é o mesmo pensamento
04:41que a gente tem com a rede social,
04:46com a estratégia orgânica de rede social.
04:47É colocar a marca nas conversas
04:50sem interromper a atenção.
04:52Mas quando a gente pega o celular,
04:54a gente não pega para ver publicidade.
04:57A gente pega para conversa,
04:59para ver conversa, para conversar,
05:01para rir, para se emocionar,
05:04para se entreter.
05:05Então, quando a marca entende
05:09o que a audiência espera
05:11e consegue entregar um conteúdo orgânico,
05:16consegue entregar conversa,
05:19consegue humanizar a marca,
05:21aí ela atinge algo muito mais valioso
05:23do que o alcance.
05:25Acho que ela conquista a relevância cultural.
05:27Tchau.
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