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Casos suspeitos de dengue hemorrágica em uma dentista de 29 anos e uma criança de 9 anos acendem o alerta para a gravidade da doença no município.
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Transcrição
00:00E a gente traz um alerta importante nessa segunda-feira.
00:03Nos últimos dias a gente vem acompanhando juntos dois casos de mortes
00:07por suspeita de dengue hemorrágica na Serra.
00:11O de uma dentista de 29 anos, a Lorena Nascimento Cardoso,
00:16que já estava aí há dias com muitos sintomas, passando muito mal
00:20e a morte dela está sendo investigada como um caso suspeito de dengue hemorrágica
00:25e de uma criança de 9 anos, a Valentina.
00:28A gente conversou com a família da Valentina.
00:31Valentina também foi várias vezes ao pronto-socorro, passando muito mal
00:36e infelizmente não resistiu.
00:37Outra morte suspeita.
00:39As duas na Serra, gente.
00:41A Serra que hoje é o município com o maior número de casos registrados de dengue no estado.
00:46Mais de 3.700 moradores infectados.
00:49E é fundamental a gente reconhecer os primeiros sintomas,
00:54saber identificar quais são os sinais de alerta,
00:56quando que é a hora da gente procurar um médico.
00:59E vamos falar também sobre a vacina, porque a gente faz esse alerta e você se pergunta,
01:03poxa, mas a vacina do SUS foi suspensa?
01:06Será que tem previsão de voltar?
01:08Nem todo mundo tem condição de fazer a aplicação na particular, né?
01:13Deixa eu sentar aqui para conversar com o doutor Paulo Peçanha,
01:17que é médico infectologista, vai ajudar a gente.
01:20Bem-vindo, doutor Paulo.
01:21É um prazer.
01:22Bom demais receber o senhor aqui.
01:23E vamos também conversar com a Eloísa e com o Dante.
01:28Dante deu um susto na família, né Dante?
01:31Dante tem 10 anos, pegou dengue duas vezes.
01:35Foi.
01:35Bem-vindos.
01:36Bom dia para vocês também.
01:38Conta para a gente como é que foi isso, mãe.
01:40Duas vezes pegou dengue, Dante.
01:41Isso, foram duas vezes.
01:43A primeira vez ele teve todos os sintomas.
01:47Sabe aqueles sintomas de livro?
01:49Todos.
01:49Ficou muito cansado em casa, com febre, teve vômito, teve tudo, dor nos olhos,
01:59muito prostrado, sem se alimentar e tivemos que internar.
02:05Ficamos três dias internados para fazer hidratação.
02:09E só depois da internação que ele começou a voltar, a querer conversar, a querer ver.
02:16Até as crianças gostam de ver televisão.
02:19Nem isso ele estava querendo.
02:21Ai, que desespero.
02:22Pois é.
02:23E da segunda vez já foi um pouco mais leve.
02:26Da segunda vez nós suspeitávamos de outra infecção, de outra doença, não da dengue, porque
02:33ele tinha tido dengue há pouco tempo, relativamente.
02:37E aí o pediatra pediu o exame e realmente comprovou que era dengue.
02:42Na segunda vez ele teve mais vômito e falta de apetite, ficou prostrado também, mas não
02:49como na primeira.
02:50A primeira foi pior.
02:53A primeira ele teve o contrário, né?
02:56Dante, o que você lembra desse período?
02:58Sua mãe está falando que você ficou realmente muito ruim, né, cara?
03:01É.
03:02Como é que foi?
03:03Eu senti muito cansaço, foi a coisa que eu mais senti de tudo.
03:07Eu não levantei uma vez só para fazer xixi, para dar cama, do sofá.
03:14Não sentia falta de ar?
03:16Sim.
03:17Olha só.
03:18Não comia nada, nem doce, qualquer coisa que oferecia nada.
03:25Zero vontade.
03:26Dor no corpo, Dante?
03:28Sentia também?
03:29Sim, também.
03:32Nossa, e é muito difícil, né?
03:34Porque criança te fica extremamente preocupada.
03:36Você conseguiu vacinar o Dante?
03:37Já vacinamos.
03:39No ano passado nós vacinamos.
03:41Então foram duas doses de vacina, todos lá em casa estão vacinados.
03:44Perfeito, isso é muito bom, muito importante.
03:47Quando o Dante pegou a doença ou depois alguém da família ficou doente também, mãe?
03:52Não.
03:53Só o Dante foi o premiado?
03:54Só o Dante foi o premiado.
03:55Ai, meu Deus, hein, Dante?
03:55As duas vezes só ele foi premiado.
03:58A segunda vez nós estávamos fora do estado.
04:01Não sei se ele pegou, vamos dizer assim, fora do estado ou aqui.
04:06Estávamos em Santa Catarina.
04:08E ele apresentou os sintomas já no retorno.
04:11Então a gente não sabe exatamente de onde foi, mas na primeira.
04:16Estava na escola, a escola também tem todos os cuidados, mas mesmo assim, talvez, não tivemos
04:22também notícias de outras crianças.
04:24Outros alunos, né?
04:25Não.
04:25Gente, mas que coisa.
04:27Doutor, graças a Deus, o Dante está bem, está fortão, mesmo depois de duas infecções,
04:31né, Dante?
04:32Graças a Deus.
04:33A mamãe também.
04:34Mas não é, normalmente o Dante pegou a segunda vez de uma maneira mais leve, normalmente
04:39é até o contrário, né, que se observa.
04:41Sim, sim.
04:42Realmente um segundo episódio, num segundo episódio a doença vem mais grave do que na
04:49primeira.
04:49Ainda bem que para o Dante foi diferente e ele teve uma segunda apresentação mais
04:59leve e ele está bem aqui hoje, podendo dar essa entrevista, mas chama a atenção, tanto
05:07no caso do Dante, como dos outros dois pacientes que motivam essa matéria, é que são pacientes
05:15jovens, são pessoas jovens e pessoas previamente sadias, né, que adquiriram dengue e o Dante está
05:25muito bem, mas o Dante precisou de hospital, a mãe, o Dante precisou ser internado em função
05:30da gravidade, da intensidade da doença.
05:37E nós muitas vezes não estamos prestando atenção na prevenção da doença, porque depois que
05:48a doença tem que cuidar, tem que tratar e procurar rápido a assistência médica nas
05:57formas moderadas e graves, mas é muito importante a gente não relaxar com a prevenção.
06:07Você vê que no período, a dengue é mais comum no verão de fato.
06:11Na época que chove mais, junta mais água e nós temos mais criadouros, nós chamamos.
06:19A água fica parada e o mosquito Aedes aegypti gosta disso e é ali que ele prolifera.
06:26Mas no restante do ano, nós já estamos no outono, inverno, a doença continua acontecendo,
06:32a gente não pode esquecer dela.
06:34E uma coisa que é importante lembrar, são os reservatórios de água em volta da casa.
06:40As pessoas pegam dengue em casa, não é passeando, não é fora do contexto da família,
06:48mas em casa, por exemplo, uma caixa d'água aberta pode ser um criadouro do Aedes aegypti.
06:54Os ralos, as calhas, então qualquer ajuntamento de água, o mosquito tem muita facilidade para
07:02proliferar em pequenos volumes de água.
07:06Para vocês terem ideia, até uma tampinha de garrafa, ela pode juntar água e o mosquito,
07:12haver ovo em posição e o mosquito crescer a partir dali.
07:18E dali ele vai picar as pessoas perto de casa.
07:24A doença na maioria das vezes é leve, mas ela pode ser grave e ter desfecho fatal.
07:34Um outro aspecto muito importante é procurar assistência médica precocemente,
07:40quando ela vem mais grave.
07:42A doença começa com febre, febre alta e dor no corpo.
07:48Depois vem a dor de cabeça e uma dor atrás dos olhos, dor retroocular,
07:53que é bem característica e as famílias já ficam ligadas,
07:56quando vem dor de cabeça e dor atrás dos olhos.
08:00E uma dor no corpo, mialgia, muito intensa também, prostração.
08:07Os sintomas leves, eles passam às vezes até sem necessidade de assistência hospitalar.
08:14Mas se a pessoa começa a ficar prostrada, se começa a ter tonteira,
08:18não consegue se locomover direito e caída pedindo cama o dia inteiro.
08:25Assim como o Dante ficou, né?
08:27Exato. Tem que levar para o hospital, tem que tomar soro.
08:31Na verdade, começou a ter os sintomas de febre, dor no corpo, dor de cabeça,
08:36vão oferecer líquido logo, hidratar em casa.
08:39Esse líquido.
08:40O soro de hidratação oral, ele vai ser útil nessa hora.
08:45Água de coco, os líquidos que nós temos disponíveis em casa,
08:48devem ser ofertados logo cedo e rapidamente.
08:51Agora, se começa a ficar mais prostrado, leva para o hospital.
08:56É a chance que nós vamos ter de evitar um desfecho mais dramático.
09:03Agora, doutor Paulo, tem algo que chama muita atenção no relato das famílias dessas duas mortes.
09:08A ida ao hospital, ao pronto atendimento, uma, duas, três, quatro, até cinco vezes,
09:17e o paciente era mandado de volta para casa.
09:20Mesmo já com diarreia, quadro grave de desidratação, tomava o soro e volta para casa.
09:26É um relato que chama muita atenção, porque é uma conduta que muitas vezes a gente vê acontecer
09:32e a família acata, né?
09:34Como é que você vai fazer ali para forçar a barra para a pessoa internar?
09:39Quando que essa família tem que estar atenta de que, ó, não dá mais para a gente voltar para casa?
09:45Assim, já fomos e voltamos ali várias vezes.
09:48É uma preocupação?
09:50Olha, não tem dúvida, né?
09:51A superlotação, a gente paga um preço muito alto pela superlotação das nossas unidades de saúde,
09:57dos nossos P.A.s e com isso as pessoas são atendidas, melhoram, recebem aquela primeira hidratação
10:06e tem alta, né?
10:07Sim.
10:08Para fazer observação em casa.
10:10Mas eu diria que se o paciente é atendido numa unidade de saúde, num pronto atendimento,
10:19e ela continua prostrada, eu acho que a família tem que conversar com os profissionais que estão atendendo,
10:25conversar com o médico.
10:26Olha, ele continua muito prostrado.
10:28Eu acho que é arriscado ele voltar para casa.
10:31Acho que a gente tem que ter essa proximidade com quem está atendendo naquele momento
10:38para que a gente evite esse vai e vem, que com certeza aumenta a chance de complicar.
10:43Sim, vai perdendo tempo, né?
10:45É, perde.
10:46Porque muitas vezes no momento da doença, quando a pessoa está mais grave,
10:51ela não consegue se hidratar em casa.
10:52Ela não consegue.
10:53Quem vai para o soro é porque não está conseguindo uma hidratação oral adequada.
10:59Então, de fato, esse vai e vem de uma unidade de saúde, de um pronto atendimento,
11:04não é bom para o paciente.
11:07E se ele permanece na unidade de saúde e faz uma hidratação vigorosa,
11:12no primeiro momento, as chances de ter um desfecho positivo é maior.
11:18Uma outra coisa que é importante a gente prestar atenção,
11:21o dengue tem sinais de alerta.
11:23Sinais de alerta em dengue são dor abdominal, vômitos persistentes,
11:30o sangramento, quando aparece sangramento gengival e outras formas de sangramento.
11:36As manchas no corpo normalmente acontecem na forma clássica de dengue também.
11:41Mas se tem sinais, manchas e junto com elas os sinais de sangramento,
11:48é um alerta, como também qualquer sintoma de sinal de desmaio.
11:55A pessoa não é menino jovem como o Dante, moças jovens como essas,
12:02a outra menina e a jovem que acabou tendo desfecho grave de óbito.
12:08Não é para estar tonto, não é para estar fraco.
12:11Isso é sinal de que a doença está se agravando.
12:15Então, nessas circunstâncias, precisa de hospital.
12:20Precisa ficar no hospital.
12:23O Dante ficou.
12:24E com isso, com a internação, com certeza,
12:28nós tivemos uma chance melhor de cuidar dele adequadamente.
12:34Então, esses alertas, eles têm que ser valorizados pela família
12:42e, sobretudo, por quem trabalha na unidade de saúde.
12:45Nós temos que estar muito atentos para cuidar adequadamente
12:49das pessoas que apresentam esses quadros.
12:53E outra coisa, nós estamos, de fato, fora da época de pico da dengue.
12:59Exatamente.
13:00Nós estamos em julho agora, já é inverno, para o nosso padrão aqui.
13:06Mas os casos continuam acontecendo.
13:08Então, as unidades de saúde têm que estar ligadas nisso.
13:12É uma doença mais frequente no verão, mas nessa época do ano,
13:17ela continua aparecendo e, se nós não pensarmos nela,
13:24nós não vamos dar diagnóstico.
13:25Com certeza.
13:26Esse contexto todo é muito importante.
13:30Vamos falar sobre vacina, porque a gente teve um problema
13:33com a vacina do Butantan, vacina nacional, que estava sendo fornecida pelo SUS
13:37e, com isso, muitas famílias ficaram com medo, ligaram o alerta.
13:42Não, não vou ofertar aqui, meu filho.
13:44Como que foi essa decisão da vacina em casa, Luísa, para o Dante?
13:49A vacina já estava disponível no particular, já há alguns anos e o pediatra dele, que foi decisivo nessa questão,
14:00então ele falou que achava melhor a família vacinar, até porque ele teve dengue duas vezes.
14:05E quando ele teve a primeira vez, ele teve alteração de fígado, das enzimas hepáticas, ele teve dor abdominal,
14:13ele teve as plaquetas muito baixas, então, assim, ele teve que ficar internado até as plaquetas aumentarem.
14:20Então, realmente, foi um caso mais grave.
14:23E aí o pediatra foi decisivo nessa indicação e aí nós decidimos vaciná-lo,
14:31tanto ele quanto o meu filho mais novo e todos lá em casa.
14:35Todo mundo tomou, é taqueda, né, a vacina Renem, em particular.
14:39A vacina que está disponível nas clínicas privadas é a taqueda.
14:45No Estado também ela estava disponível para a idade de 10 a 14 anos.
14:49O Estado focou no segmento da população que teria uma frequência mais alta da doença.
14:56Mas a vacina da taqueda, que eu tomei já.
15:00Você tomou?
15:01Tomei, tomei as duas doses.
15:03Mas ela está disponível para crianças a partir de 4 anos e adultos até 60 anos.
15:11E ela deve ser tomada, são duas doses com intervalo de 3 meses.
15:17Isso.
15:18Mas é uma nova arma que a gente tem e que vale muito a pena,
15:23porque a gente nunca sabe onde vai estar o mosquito.
15:27A gente tem o cuidado, vejam bem, a gente pode ter o cuidado na nossa casa.
15:31Cuidar da caixa d'água, cuidar do ralo, cuidar das calhas.
15:35Mas a gente nunca sabe como o vizinho está fazendo.
15:38E se tem uma obra por perto, se naquela obra não está juntando água.
15:43Então tem muitas variáveis que não estão no nosso controle.
15:46Mas nós podemos fazer a vacina.
15:49Por isso que o colega que aconselhou a sua família fez muito bem.
15:52No sentido de que, se nós estivermos vacinados, nós com certeza vamos estar protegidos contra formas graves da dengue.
16:05A vacina evita forma grave e evita a mortalidade.
16:12Então é um investimento que vale muito a pena para nós, para a nossa família, para todos que estão à
16:21nossa volta.
16:22Eu acho até que no Estado ela devia ser fornecida de forma mais ampla.
16:32Mas quem não conseguir na unidade de saúde, que vá até uma clínica privada e propuse o vacinal.
16:39Acho que vale muito a pena.
16:40Com certeza.
16:41Outra coisa que eu acho importante também, a gente está quase encerrando, mas repelente.
16:45Que é uma coisa que está acesso fácil ali para a gente e em algumas unidades de saúde até distribuem
16:53gratuitamente.
16:54E muitas vezes a gente não tem o hábito de passar o repelente.
16:57A gente não sai, a gente não se preocupa em acordar e passar o repelente.
17:01Outro aliado também pode ser, né, doutor?
17:02Sim, o repelente também ajuda, né, e ele vai...
17:10O Aedes aegypti, ele voa baixo e ele pica principalmente nas pernas.
17:15É verdade.
17:16No braço, nas pernas.
17:17Então é essa região que a gente deve proteger mais.
17:23É lógico que se tiver de calça comprida, fica mais difícil de picar do que se tiver de bermuda.
17:28E esse tempo está mais frio, então se a gente usar roupa, cobrindo as pernas, a gente está se defendendo
17:37também.
17:37Mas vale a pena o repelente, como você lembrou.
17:40O repelente, ele evita a picada do Aedes aegypti e junto com a vacina, né, os cuidados com o entorno
17:56de casa
17:57e a lembrança sempre de procurar assistência médica aos primeiros sintomas de maior intensidade
18:08vão formar um conjunto de proteção que nós não podemos nos esquecer.
18:16Só para a gente encerrar, doutor, o que nunca fazer quando a pessoa está com suspeita de dengue?
18:22Olha, não pode achar que vai ficar bom em casa.
18:26Não, isso vai passar...
18:27Tomar um suco de inhame, diz que inhame aumenta a poqueta.
18:30Não, não tem.
18:31Tem gente que toma suco com inhame ali para aumentar a poqueta.
18:33Tem alguma medicação que não pode ser tomada no caso de dengue?
18:38Hein?
18:38Existe alguma medicação que não pode ser tomada?
18:39Claro que sim, você lembrou bem.
18:42Quem está com dengue, já com diagnóstico, deve evitar o uso de aspirina, por exemplo, e dos anti-inflamatórios.
18:49A aspirina bloqueia a ação das plaquetas e, com isso, ela acaba facilitando o sangramento.
19:02Então, devemos evitar o uso de aspirina e anti-inflamatórios não hormonais.
19:08Tomar líquido e realmente evitar esses procedimentos não comprovados de tratamento.
19:20Porque hidratar sempre vale a pena.
19:23Sim.
19:23Hidratação com qualquer tipo de líquido vale a pena.
19:27Mas outras formas de tratamento popular, elas vão, às vezes, retardar a busca por um atendimento adequado.
19:37Com certeza.
19:37E o doutor Paulo Peçanha dando uma aula aqui para a gente.
19:40Obrigado.
19:40É sempre bom a gente falar sobre dengue.
19:43Nunca é demais sobre esses cuidados.
19:46Mamãe Heloísa, Dante, obrigada pela participação.
19:49Dante, saúde para você.
19:50Chega de dengue, hein, meu amigo?
19:52Chega.
19:52Vamos ficar longe desse mosquito, né?
19:54Ele agora está vacinado.
19:55Ele já teve dois.
19:56É verdade.
19:56Dengue são quatro sorotipos.
19:58Dengue 1, Dengue 2, Dengue 3, Dengue 4.
20:00Não, chega e parou no segundo.
20:01E a pessoa, depois que tem dengue por um sorotipo, ele fica imunizado para aquele sorotipo.
20:08Ótimo.
20:09Então, o Dante já tem dois que ele venceu.
20:13Chega, né, Dante?
20:15Agora, ele já vacinou.
20:17Então, vamos ver se você vacinou contra os outros dois, Dante.
20:21Com isso, você não vai mais ter dengue.
20:23Se Deus quiser.
20:24Obrigada pela participação, gente.
20:26Obrigada a você.
20:26Saúde e até a próxima, doutor Paulo.
20:28Obrigada também.
20:29Foi um prazer.
20:30Obrigado a você.
20:30Até a próxima.
20:31Tchau.

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