00:00Tô aqui com Ana Thaís Matos. Ana Thaís, me diga uma coisa, a sua expectativa para a Copa do Mundo
00:04tá alta?
00:05O Brasil, você acha que hoje passa bem e pode aí enfrentar a Holanda, Japão? Como é que está a
00:10sua expectativa?
00:12Amigo, eu acho assim, eu espero que o Brasil faça uma atuação mais consistente, né?
00:17Eu acho que a Copa do Mundo não tem muito isso de encantar, tem que ganhar jogos e avançar o
00:22máximo que der.
00:22Se você puder fazer isso encantando, melhor. Agora, se você fizer isso chegando na frente, vai tá bom também.
00:27Mas eu acho que o Brasil precisa ter uma atuação um pouco mais convincente, mais consistente,
00:31pra chegar um pouco mais seguro pra fase mata-mata.
00:33A gente fala muito da Holanda, do Japão, são dois adversários que surpreenderam bastante.
00:38Dá pra temer esses adversários ou você acha que o Brasil chega bem?
00:42Olha, a última Copa do Mundo a gente viu o Marrocos chegar até uma semifinal, né?
00:46Então eu acho que as seleções emergentes, por conta de tudo que a gente vem acompanhando o futebol nos últimos
00:5110 anos,
00:52a globalização, as seleções emergentes estão mais fortalecidas, tem sistemas defensivos mais interessantes,
00:57tantos modelos de jogo mais interessantes.
01:00Então, assim, eu não consigo nem considerar mais as famosas zebras, né?
01:03Como a gente tá acostumado a falar.
01:05Eu acho que a gente tem que ter muito respeito, sim.
01:07São seleções que têm um ciclo mais consistente do que o nosso.
01:10O Japão, eu acho que tem tudo pra ser uma das surpresas da Copa.
01:12Espero que não contra o Brasil.
01:14A Holanda sempre é um páreo duro, né?
01:16É um adversário difícil.
01:18Mas eu acho que o Brasil vai melhorar pra essa fase mata-mata, assim.
01:24A gente tem que melhorar, né?
01:25A gente tem condições de fazer uma Copa um pouco mais segura.
01:28Agora falando um pouco de clima de Copa do Mundo.
01:30Eu estive no México e vi um povo completamente alucinado, louco pela Copa do Mundo.
01:33Aqui nos Estados Unidos um pouco mais morno, no Canadá também.
01:37O que você tá achando desse clima de Copa que a gente tá vendo aqui nesses três países?
01:41Cara, a gente viveu a Copa no Brasil, né?
01:43Então eu acho que o que a gente viveu no Brasil colocou o parâmetro de Copa do Mundo no céu,
01:47assim.
01:48Comparando com o Catar, por exemplo, que é um país que tem ali muitas restrições.
01:51Não pode beber, mulher não pode fazer isso, não sei o quê.
01:54Foi uma Copa que eu vivi mais o clima de Copa do que aqui nos Estados Unidos.
01:57Primeiro porque tem muito deslocamento.
01:59Cada equipe tá num lugar.
02:00No Catar tava todo mundo junto, a gente se encontrava todos os dias aqui.
02:04A equipe de seleção tá num lugar.
02:06A equipe que tá no México, a gente no Canadá, nos outros estádios nos Estados Unidos.
02:10Então, assim, e além de tudo tem a cultura do estadunidense, né?
02:15Que é muito múltipla em relação ao esporte.
02:17Ele não é só focado no soccer, no futebol.
02:19Ele gosta de beisebol, ele gosta de hockey, ele gosta de outras coisas.
02:22NBA, futebol americano.
02:24Então, assim, eles não canalizam tanto a energia.
02:27Mas aí você vê, por exemplo, a chegada dos escoceses, os colombianos, os próprios portugueses.
02:34Então, quem vai curtir a Copa, monta o clima de Copa.
02:37Então, assim, se eu te disser que eu não vi o clima de Copa, eu vou estar mentindo.
02:40Não é o clima igual no Brasil, igual no Qatar, mas é um baita clima.
02:43E, assim, é a Copa dos Novos Tempos, né?
02:46Uma Copa dividida em, sei lá, quantas cidades, em três países e mais múltipla, né?
02:53Acho que essa é a nova realidade que a gente vai viver daqui pra frente.
Comentários