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  • há 4 semanas
Ele está em penitenciária federal na mesma ala do xará e aliado do tráfico de drogas: Fernandinho Beira-Mar

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00:00Mão pra fora!
00:01Vem!
00:02Vem!
00:04Vem!
00:04Vem!
00:06Calmei!
00:07Vem!
00:07Vem!
00:15A prisão do Maruja, um dos íconos da facção 1º Comando de Vitória, ligada ao Comando
00:201º do Estado do Rio de Janeiro, foi importantíssima porque a prisão das lideranças, os gerentes
00:25do tráfico de uma facção, ela consegue dar uma solução de descontinuidade.
00:30Ela consegue dar um impacto nessas facções.
00:33Eles tiveram que refazer, até hoje é uma coisa mais, é uma liderança coletiva ali, tem
00:39dois ou três líderes.
00:41Mas assim, eu acho que o principal efeito é o efeito de suassório, sabe?
00:45O choque de ordem que o Estado pode dar na criminalidade, né?
00:50Nós prendemos os dois principais chefes da guerra.
01:14Vem!
01:15Os antecessores da DHPP já tinham ele como alvo.
01:18Nós tivemos momentos nessa caçada ao Maruja.
01:20Todas as operações Caim que tiveram em 2020, na época da pandemia, sempre o principal
01:26alvo era o Maruja.
01:27Nessa época nós intensificamos o trabalho, mas depois recuamos porque a gente via que
01:31era muita contra-informação.
01:33Às vezes falavam que ele estava no Rio e ele estava aqui.
01:35Falavam que ele estava aqui e ele estava no Rio e nós nunca tínhamos a confirmação.
01:40Gastávamos uma energia enorme, gastávamos muito recurso e a gente via que não estava
01:45sendo produtivo.
01:46Nós desfocamos do Maruja até para nós podermos fazer um trabalho que englobasse mais a organização
01:52criminosa e não focar em um homem só.
01:54Continuamos o trabalho, fizemos operações sicário, várias operações contra o PCV.
01:59O entorno do Maruja foi preso muito antes dele.
02:02O mais importante que prender uma liderança é prender os gerentes, pessoas ligadas a essa
02:07liderança, porque são essas pessoas que giram a facção na parte de capitais, distribuição
02:12de armas, drogas, munição, contabilidade.
02:16Então nós já vimos prendendo uma série de gerentes, não só no complexo da Penha,
02:20território do bem, mas em toda a grande vitória.
02:23Ele foi reduzindo o círculo de confiança.
02:25Ele que declarou a guerra contra os Veras, eles tinham uma aliança, identificavam como
02:29terceiro comando puro, mas eles não tinham guerra.
02:31Em outubro de 2023 foi declarada a guerra entre eles e isso fez com que...
02:37O Luan viesse e foi preso em 23 de novembro do mesmo ano.
02:43É até loucura, né?
02:45Mas aí eu me emocionei quando eu vi a cara do Luan.
02:47Eu só vi esse cara trocentas vezes assim na foto de inquérito, sabe, de sistema.
02:52Naquela comemoração a imprensa já pergunta.
02:55E o Marujo?
02:56Em cima do carro aberto, a imagem mais esperada pela polícia capixaba.
03:07Está preso Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, o criminoso que era o mais procurado
03:13do Estado.
03:14Um traficante perigoso, foragido há mais de sete anos.
03:18O Marujo também veio.
03:20Por quê?
03:21Ele não tinha o círculo bem restrito dele, de amizade, de pessoas que ele confiava.
03:26Ele não tinha mais esse círculo que tinha sido preso.
03:28Então ele teve que vir para gerenciar essa guerra.
03:33Então, a partir daquele momento, nós tivemos a confirmação que ele estava aqui.
03:37Estava no morro, não saía.
03:39Então foi questão de um foco.
03:41E falamos que íamos parar todos os trabalhos e que é sempre muito difícil de você
03:46tomar essa decisão.
03:47Por quê?
03:48Aquela caçada ao Marujo já aconteceu em várias vezes por vários setores.
03:52Poderia ser que nós focássemos totalmente os esforços e não acontecesse nada.
03:56Mas nós assumimos o risco.
03:58Quando deu 2 de janeiro, eu já falei, ó, agora a gente vai parar tudo e vamos prender
04:02o Marujo.
04:03Aí foi a investigação ali até chegar ao 8 de março.
04:098 de março, 7 horas da manhã.
04:12Era o começo de um dia histórico para a segurança pública do Estado.
04:17Esses policiais estavam a caminho da operação que prenderia o criminoso mais procurado do
04:23Espírito Santo.
04:26É importante frisar que o governador Renato Casagrandes determinou que nós criássemos
04:30a 6ª Companhia da Polícia Militar.
04:32Nós mantemos um patrulhamento a pé em todo o território do bem 24 horas.
04:38O que isso proporciona?
04:40Mais segurança para o morador.
04:41Diminui espaços desses faccionados.
04:44Todas aquelas bocas de fumo, ela tem que ter uma rotatividade muito grande porque o
04:48nosso policiamento, ele permeia todas essas vielas e becos que dão acesso ao morro.
04:54Foram várias pré-operações para conhecer o terreno até a gente ter a confirmação
04:58que ele estava ali.
04:59Foi um trabalho focado de aproximadamente 3 meses.
05:02E isso tem causado uma diminuição do espaço deles, que é uma estratégia nossa.
05:08Ele sempre ficou na mesma casa, ele não ia para outra residência.
05:12É onde ele se sentia seguro, é onde tinha aquela porta já, tinha um chapão que ele
05:17colocou bem reforçado, na época nós falamos, que dava o tempo para ele, de qualquer maneira
05:23dava o tempo dele entrar no bunker.
05:24O bunker realmente muito bem feito, algo que nós nunca tínhamos visto.
05:29Era acima de um bar, ficava um bar com isque, aqueles bares de casa, com isque, com bebidas
05:38e tinham vários quadrados em cima.
05:40Um daqueles quadrados era uma abria, como se fosse uma janela ali, sabe, mas de concreto.
05:47Então não era uma parede falsa, também não era um alçapão, era algo diferente, era
05:53algo assim no terraço, algo suspenso.
05:56Ele não tinha como viver ali, tinha o menor conforto.
06:00Só que todas as roupas dele ficavam ali, até para que se alguém procurasse, não achasse
06:04nenhuma roupa dele.
06:06Celulares, rádios, o fuzil ficava com ele.
06:08Então tinha um certo espaço, mas não era com conforto.
06:11E ficava com aquele oxigênio, ficava com o seguinho de oxigênio, que aquilo ele poderia
06:18aguentar por ali, pelo menos um dia ali.
06:20Família dele muito bem treinada, não deixavam transparecer nada, nenhum tipo de receio.
06:26Então era uma coisa assim, que testou nossa vontade e nossa inteligência, nosso trabalho
06:32de inteligência.
06:33demoramos 50 minutos, 50 e poucos minutos, para achar ele no esconderijo.
06:40Então para você procurar uma pessoa por 50 e poucos minutos numa casa, é porque você
06:45tem certeza que a pessoa está lá, porque senão você desiste.
06:48Mas a gente tinha certeza e estava disposto a ficar a manhã toda.
06:52Mas conseguimos esses 50 minutos.
06:54Ele foi para um presídio federal, então também tem dificuldade em passar instruções.
06:59No mesmo pavilhão ali, na mesma cela, o Fernandinho Beramar e um chefe, que agora não me recordo
07:04o nome, da família do norte.
07:06Eles não estão em regime disciplinar diferenciado, eles ficam realmente na mesma cela.
07:09É um problema, principalmente para a gente.
07:11O presídio federal é uma coisa muito segura.
07:13Todo mundo vê que teve as fugas ali em Mossoró, mas algo muito isolado.
07:19É muito seguro, mas essa troca de conhecimentos é inevitável.
07:21O Carlos Alberto Furtado trouxe a ideia de formar o primeiro convívio de Vitória quando
07:28ele esteve em 2010 no presídio federal.
07:30Então você vê que essas grandes ideias vêm dessa troca de conhecimento.
07:35Mais um dia ele vai voltar aqui para o Estado, daí é quase que inevitável.
07:39Mas nós esperamos que ele fique sempre encarcerado aí, pelo menos por 40 anos.
07:45Tomara que ele não tenha a oportunidade de trazer para cá todos esses conhecimentos.
07:49E nós esperamos que nunca mais tenha um marujo aqui no Espírito Santo.
07:52Nunca mais tenha alguém que desafie tanto as forças de segurança.
08:09E aí
08:09E aí
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