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Descubra como a B3 está se transformando de uma bolsa de valores tradicional em uma plataforma de serviços financeiros inovadora! Com 77% da receita vindo de negócios diversificados, a B3 garante estabilidade e crescimento independente de ciclos econômicos, focando em dados, infraestrutura, tecnologia e renda fixa.

Entenda o conceito de alavancagem operacional e como ele impulsionou um lucro líquido recorrente de R$ 1.5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 33% ano a ano. Essa estratégia garante que mais receita se traduza em lucro para os investidores, mesmo em cenários menos favoráveis para o mercado de ações.

A B3 se posiciona cada vez mais como uma empresa de infraestrutura tecnológica, oferecendo um ecossistema de soluções para o mercado financeiro. Essa visão estratégica, aliada a investimentos contínuos em tecnologia e capacidade, prepara a companhia para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades do futuro.

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Transcrição
00:00André, eu quero começar com esse número que vai aparecer aqui com a gente.
00:0477% da receita total da Bolsa vende outros negócios.
00:09Isso explica um pouco o que eu falei no começo?
00:12A Bolsa já não ganha mais dinheiro só com a Bolsa.
00:15É verdade, isso aqui é resultado de uma estratégia de diversificação de negócios
00:20que a gente já vem fazendo há algum tempo.
00:23É óbvio que o negócio de Bolsa, de ações, de mercado à vista,
00:28continua sendo um negócio relevante para a B3,
00:31mas ter outras fontes de receita também ajuda a trazer uma estabilidade maior para os nossos negócios.
00:39Então isso permite com que a gente fique menos dependente de ciclos econômicos
00:45que influenciam bastante no comportamento do mercado de ações
00:49e que a gente consiga crescer independente de um cenário mais ou menos favorável para o mercado de ações.
00:57Se a gente olhar hoje, 77% já não é relacionado ao mercado de ações
01:04e mais ou menos 50% da receita da companhia tem uma característica de maior recorrência.
01:12Então a gente está falando de negócios de dados, de infraestrutura, de tecnologia, de renda fixa.
01:17E a outra metade, a gente tem nesse grupo ações e derivativos,
01:23essa sim está mais exposta a fatores, vamos dizer assim, fora do controle da companhia.
01:29O mercado de ações sofrendo muita influência do cenário político, do cenário macroeconômico,
01:35o mercado de derivativos também estando muito ligado a fatores como incerteza, volatilidade, etc.
01:41Mas isso proporciona uma combinação interessante que nos dá a possibilidade de acelerar o crescimento
01:48em momentos mais favoráveis e manter uma consistência de resultado em momentos menos favoráveis
01:55para esses negócios mais cíclicos.
01:58E o mercado ainda enxerga a B3 como dependente da alta do Ibovespa?
02:03Ou isso já é algo que faz parte do passado?
02:06Eu acho que cada vez menos, então à medida que a gente reforçou essa nossa estratégia
02:13ao longo dos últimos anos e começa a mostrar através de números o resultado dessa estratégia,
02:19acho que o mercado cada vez mais reconhece que a B3 é muito menos dependente do mercado
02:27de ações e de outras fontes de receita como já foi no passado.
02:30Então acho que cada vez menos o investidor tem essa percepção equivocada sobre a companhia.
02:37E se eu tivesse que nomear a B3, hoje é muito mais como uma empresa de infraestrutura do que uma
02:43exchange, né?
02:44Ela não deixa de ser uma exchange, uma bolsa, você está correto, mas é isso.
02:49A gente se vê muito mais como uma plataforma de serviços, de tecnologia voltada para o mercado financeiro,
02:58um ecossistema de soluções que atende diversas linhas de negócio dentro do mercado financeiro,
03:04dentro do setor financeiro, do que simplesmente somente uma bolsa de valores.
03:09André, eu vou passar para o segundo número para você que vai aparecer para a gente,
03:12que é 1 bilhão e 500 milhões de reais de lucro líquido recorrente no primeiro trimestre de 2026,
03:18alta de 33% sobre o mesmo período do ano passado.
03:22O que eu queria entender não é esse crescimento em si, mas ele cresceu mais do que as receitas.
03:28Isso significa que qualquer movimento que tiver vira lucro na veia para o investidor?
03:35Não dá para dizer exatamente isso, mas é quase isso.
03:38Então o que a gente tem é um negócio que chama alavancagem operacional.
03:42O negócio de infraestrutura é um modelo de negócio que possui uma alta alavancagem operacional.
03:50Isso é verdade aqui no Brasil e fora do Brasil também.
03:53E o que quer dizer isso?
03:54Isso quer dizer que a gente consegue operar basicamente com mais ou menos a mesma estrutura de custo
04:01se eu estiver lidando com volumes de 10 bilhões de reais ou volumes de 100 bilhões de reais.
04:07O investimento, o custo marginal é muito pequeno.
04:11Então isso quer dizer que quando a gente tem um momento mais favorável e os volumes crescem,
04:17consequentemente a receita cresce, a despesa não cresce na mesma proporção ou cresce em uma proporção muito menor.
04:25Então boa parte desse crescimento que a gente vê na receita acaba se traduzindo em crescimento de lucro
04:31e aí você tem o efeito dessa alavancagem operacional e uma expansão de margem da companhia.
04:38E essa alavancagem operacional tem um limite para chegar?
04:42Veja, de tempos em tempos a gente vai precisar fazer investimentos, né?
04:48A gente faz investimentos continuamente em expansão de capacidade, em modernização das plataformas.
04:55Mas afinal de contas a gente está falando de um business de tecnologia, tem que investir, renovar, atualizar, modernizar.
05:02Então de tempos em tempos você tem que ir fazendo esses investimentos.
05:07A nossa infraestrutura está dimensionada por um determinado nível de capacidade,
05:13que é muito além do que hoje a gente tem.
05:16Mas se a gente começa a ver um crescimento muito grande, você é obrigado a fazer um novo investimento para
05:21expandir essa capacidade.
05:23Então não dá para dizer que é infinito, né?
05:28Mas tem uma alavancagem operacional muito grande este modelo de negócio.
05:32Por outro lado, é importante só a gente estar falando do lado positivo,
05:36a verdade é que quando o vento de cauda não ajuda, você também não tem tanta manobra no seu custo.
05:43Então você vê uma redução da sua rentabilidade, porque você tem que operar basicamente com a mesma estrutura de custos.
05:51Hoje os investimentos estão em infraestrutura mais para qual lado?
05:54Renda variável ou renda fixa?
05:55Ou você consegue mexer conforme esses ventos vão aparecendo?
05:59Na verdade a gente tem que ter a disciplina de investir constantemente nesses negócios.
06:04Se a gente for deixar para fazer um investimento quando o cenário está mais favorável para um negócio,
06:11a gente perde o time.
06:13Então acho que o segredo aqui é a disciplina de continuamente fazer esses investimentos.
06:20A gente não controla o vento de cauda, mas a gente controla o quão bem preparado a gente vai estar
06:27para encarar esse vento de cauda.
06:29Então quanto melhor equipado nós estivermos, seja com a melhor tecnologia, com capacidade, com o melhor conjunto de produtos,
06:37melhor eu vou capturar essa oportunidade de vento de cauda que pode vir muito rapidamente.
06:44Então é importante essa disciplina de constantemente investir em todos os segmentos que a gente atua.
06:52Renda variável exige mais do que renda fixa?
06:55Não.
06:56Eu acho que renda variável tem algumas complexidades que são diferentes da renda fixa.
07:01Então você tem que lidar com questões como latência, você tem investidores de alta frequência,
07:08então que querem velocidade para negociar.
07:11Então o investimento requer um nível de sofisticação, eu diria, maior na renda variável do que na renda fixa,
07:18mas a renda fixa também requer um grande volume de investimentos.
07:22A gente tem investido muito agora em eletronificação deste mercado, com plataformas de negociação,
07:29então acho que eles estão em estágios de maturidade diferente,
07:33o que não quer dizer que eles precisem de níveis de investimento assim tão diferentes.
07:39André, o número que eu trouxe para você agora, 16,6 milhões de contratos de derivativos
07:44num único dia em março.
07:46É bastante coisa isso, né?
07:48Eu queria entender com você o que isso mostra para o investidor.
07:52Volatilidade macroeconômica exige esses tipos de contratos e exige esse tipo de sofisticação no mercado?
07:59Então é justamente isso.
08:02O que a gente teve em março foi muita volatilidade e incerteza,
08:07a gente teve o início do conflito no Oriente Médio,
08:10e os investidores utilizam derivativos para justamente se proteger dessas incertezas,
08:16o que a gente chama de hedge.
08:18Então quando você tem movimentos muito atípicos, como este que a gente viu no mês de março,
08:23isso tende a impulsionar o volume de negociação desse tipo de instrumento.
08:29A gente teve um volume muito grande aqui, neste caso, em derivativos relacionados aos juros no Brasil.
08:36Não foi somente este contrato que performou muito bem, mas ele foi o que mais cresceu,
08:43porque justamente com essa questão do conflito no Oriente Médio começou a se ter uma série de incertezas
08:48sobre a trajetória da taxa de juros aqui no mercado brasileiro, inflação,
08:52e isso fez com que os investidores precisassem ou zerar posições ou se reposicionar
08:58e fazer novas proteções por conta deste novo potencial cenário com relação aos juros.
09:04Eu entendo que isso vira receita para a empresa, o que é ótimo,
09:07mas internamente muda alguma coisa? Vocês começam a ver um volume tão grande
09:12que você precisa mexer em alguma chavinha interna para melhorar essa velocidade para o investidor
09:17ou aumentar o número de contratos disponíveis?
09:19Como que funciona isso por trás para o investidor entender?
09:22Então, é um pouco do que eu falei na primeira pergunta.
09:26A gente sempre opera com uma capacidade muito acima do que a gente já viu de pico.
09:32Então normalmente são algumas vezes a mais do que o último pico.
09:36A gente olha a quantidade, mas tem outras métricas que ali por trás dos bastidores
09:41a gente tem que olhar, número de mensagens, etc.
09:44Mas a gente tem que sempre estar preparado, porque esses movimentos podem acontecer
09:49como acontecem, como a gente viu, e a gente tem que estar preparado
09:52para não deixar o mercado parar num momento como esse.
09:55Então é ter uma baita responsabilidade aqui do nosso lado
09:58de garantir que tudo continua funcionando,
10:01que o investidor vai ter sim a sua oportunidade de poder zerar suas posições
10:04ou fazer a sua cobertura de risco em momentos como esse.
10:08Eu acho que a pior coisa que poderia acontecer num momento como esse
10:11é ele não poder fazer essas operações porque a bolsa não está funcionando,
10:16porque a B3 não está funcionando.
10:17Então a gente sempre opera com uma capacidade ociosa
10:21bem maior do que o último pico.
10:23Como eu falei, se a gente começa a ver que o volume aumenta de maneira consistente
10:28e passa a ocupar um pedaço dessa capacidade ociosa,
10:32é nesse momento que a gente vai e vai fazer novos investimentos
10:35para aumentar então novamente o nível dessa capacidade ociosa.
10:41André, eu entendo que RED é sofisticação
10:44e nem todo investidor tem capacidade de fazer isso.
10:47Investidor, pessoa física, varejo, já consegue fazer algum tipo de RED?
10:51Ou esse tipo de operação, de estrutura é mais para o institucional mesmo?
10:56O mercado de derivativos é um mercado que é preponderantemente um mercado
11:01para o investidor institucional, mas que tem também a participação do investidor,
11:06pessoa física, muitas vezes ou com característica de proteção,
11:11mas eventualmente também com uma característica de tentar antecipar
11:14um movimento de mercado.
11:15Mas eu diria que hoje é um mercado que é preponderantemente um mercado
11:21conduzido pelo investidor institucional.
11:24Muitas vezes o investidor institucional, uma instituição financeira,
11:28está dando instrumentos de proteção para o seu cliente,
11:31para o seu investidor, pessoa física,
11:33e aí utilizando o mercado de derivativos listados
11:37para fazer a zeragem da sua exposição.
11:41Então, tipicamente, essa é uma dinâmica que acontece tanto com investidores,
11:46individuais, muitas vezes com companhias também.
11:48Então, tipicamente, você tem os agentes de mercado,
11:50como os bancos e outras instituições financeiras,
11:54fornecendo instrumentos de proteção para esses clientes,
11:57que podem ser melhor adaptados para as características deles,
12:01e utilizando o mercado de derivativos listados
12:04para fazer a ele, sim, a sua gestão de risco
12:07com maiores volumes e maior liquidez.
12:09Então, sobre os contratos de juros, se eu não estiver errado,
12:11opções de copom cresceram 350% ou mais de 350% no primeiro trimestre.
12:17Esse é um produto que pode ser global?
12:20Pode ajudar a internacionalizar esse tipo de instrumento no Brasil?
12:24Esse foi um produto que a gente já desenvolveu há alguns anos
12:27e que tem ganhado cada vez mais tração,
12:30que serve justamente para o mercado antecipar os movimentos
12:37de decisão de política monetária.
12:40Então, o Banco Central vai cortar os juros, 15 bips, 30 bips.
12:44Este produto é um produto que permite com que o investidor
12:49anteveja ou se proteja desses movimentos de ciclo monetário
12:54através dessa opção.
12:55O que a gente percebeu há algum tempo atrás
12:57é que o mercado já fazia isso de forma não eficiente,
13:00utilizando outros instrumentos,
13:03utilizando o mercado futuro.
13:05E aí veio a ideia de lançar essa opção,
13:09que seria um instrumento muito mais adequado
13:11para o tipo de proteção que o investidor buscava.
13:15Tem ganhado tração esse produto.
13:18Você falou muito bem do crescimento de mais de 350%
13:21no primeiro trimestre.
13:22E acho que ele vai continuar crescendo
13:25e acho que mostra novamente a nossa responsabilidade
13:29em continuar ampliando o leque de soluções,
13:33identificando ou antecipando, muitas vezes, demandas de mercado
13:36e que o investidor brasileiro vai cada vez mais continuar
13:40se sofisticando e, enfim, expandindo a forma como ele atua
13:45no mercado financeiro.
13:55E aí
13:56E aí
13:56E aí
13:56E aí
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