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  • há 2 semanas
Lula fala com Trump e vira trunfo eleitoral, dizem analistas da VEJA
No Ponto de Vista, da revista VEJA, a apresentadora Marcela Rahal analisa, com os colunistas Robson Bonin e Mauro Paulino, os impactos políticos e eleitorais da longa conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Bonin, Lula conseguiu transformar a relação com Trump em um ativo político, especialmente após o tarifaço que acabou beneficiando o discurso do governo. “Trump tirou do Lula o rótulo de padrinho da ditadura venezuelana”, afirma o colunista, ao destacar a mudança no tabuleiro político envolvendo a Venezuela.

A conversa também incluiu o Conselho da Paz proposto pelos Estados Unidos, a situação em Gaza, a defesa de uma reforma da ONU e o papel do Brasil na América do Sul. Para os analistas, Lula adotou cautela máxima para evitar desgaste junto ao eleitorado, especialmente após a reação negativa quando recebeu Nicolás Maduro no Brasil.

Bonin alerta ainda que Trump pode se tornar um fator de instabilidade eleitoral, capaz de interferir no debate brasileiro com declarações imprevisíveis nas redes sociais. Já Mauro Paulino avalia que, enquanto a direita segue fragmentada, Lula avança em ritmo de campanha, usando a máquina pública e o prestígio internacional como vantagem eleitoral.

📌 Ponto de Vista é um programa da revista VEJA, apresentado por Marcela Rahal.
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Transcrição
00:00Bom, vamos falar sobre o presidente Lula, a conversa dele com o presidente americano Donald Trump ontem durou cerca de
00:0650 minutos
00:07e eles falaram sobre Venezuela e sobre o Conselho da Paz em que o governo brasileiro foi convidado a participar.
00:13Não teve uma posição oficial ainda, mas Lula sugeriu que o governo Trump, o presidente Donald Trump, que é o
00:20presidente desse conselho,
00:22ele mesmo se colocou dessa forma, o dono do negócio, chamasse também a Palestina para participar e também limitasse o
00:32órgão
00:32a apenas atuação ali na faixa de gás, da reconstrução da faixa de gás.
00:36Vamos ver o tweet do presidente que ele fez nas redes sociais?
00:39Ele diz o seguinte,
00:41Conversei hoje ao telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
00:44Abordamos temas relacionados à relação bilateral e agenda global.
00:47Trocamos informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias.
00:53O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como
00:58um todo.
00:59Saudamos o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos
01:06brasileiros.
01:07Reiterei proposta encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado.
01:13Manifestei interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas,
01:19bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras,
01:24proposta que foi bem recebida pelo presidente norte-americano.
01:29Tem mais um trechinho?
01:30Ai, bom, achei que não tinha.
01:32Sobre o Conselho da Paz, propus que o órgão apresentado pelos Estados Unidos
01:36se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina.
01:40Nesse contexto, reiterei a importância de uma reforma abrangente das organizações das Nações Unidas,
01:45que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
01:49Trocamos impressões sobre a situação na Venezuela,
01:53ressaltei a importância de preservar a paz e a estabilidade da região
01:57e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.
02:00Acordamos a realização de uma visita a Washington após minha viagem à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro,
02:05em data a ser fixada em breve.
02:07Bom, o presidente brasileiro Lula, ele tem feito um movimento de muito cuidado, de cautela,
02:15porque a tendência é que não participe desse Conselho da Paz.
02:18Então ele já colocou ali, ó, é bom ter a Palestina, o que já é algo de muita resistência do
02:23governo americano,
02:24vamos se limitar apenas a essa questão da reconstrução da faixa de Gaza.
02:28Falou sobre o papel da ONU também e, obviamente, voltou a criticar o Conselho de Segurança,
02:35o Brasil quer participar, quer ter poder de veto, inclusive, e defende que outros países também tenham.
02:40Então, tem um cuidado, mas tem essa aproximação, né, Paulina?
02:44Eu queria que você falasse um pouquinho sobre o quão isso é importante,
02:50do ponto de vista eleitoral, para o governo federal.
02:54Ou seja, não criar uma ruptura nessa ponte,
02:58mas, ao mesmo tempo, né, do ponto de vista ideológico, da plateia petista,
03:03como equilibrar isso, né, essa relação?
03:06E Lula tem conseguido.
03:08Foi uma virada de Lula em relação ao que pregava, principalmente, Eduardo Bolsonaro,
03:17quando foi para os Estados Unidos, foi para ser a personalidade brasileira
03:24que teria o contato direto com o Trump.
03:26E Lula conseguiu virar isso a partir daqueles 39 segundos de encontro na ONU com o Trump,
03:35que, segundo ambos, gerou uma química.
03:37Rolou uma química.
03:38Rolou uma química.
03:39Segundo Lula, petroquímica.
03:41É muita, muita química.
03:44E isso acabou, depois, rendendo encontros, conversas entre Lula e Trump,
03:51que acaba tendo uma repercussão positiva para o governo,
03:57junto à população, junto aos que acompanham esse caso.
04:01É um atributo de Lula muito valorizado,
04:04essa representação que ele faz do país no exterior.
04:08E há um contraste muito grande quando a gente lembra como eram as viagens de Bolsonaro,
04:16como eram os encontros ou não encontros de Bolsonaro com líderes internacionais.
04:20Sempre Bolsonaro meio deslocado, meio sem jeito.
04:24E Lula, ao contrário, ele trafega de uma forma muito natural nesses ambientes.
04:33E conseguiu, aparentemente, ter a simpatia de Donald Trump
04:38a despeito dos esforços que os bolsonaros fazem no exterior para que isso não aconteça.
04:45É um trunfo do governo, sim, e é algo que vai ser, certamente, explorado nas eleições,
04:51porque Trump, o governo americano, vai, pela primeira vez,
04:56ter uma participação importante nos debates, nas discussões, nas eleições desse ano.
05:06Será tema central, junto com alguns outros, mas será tema central pela primeira vez,
05:11como algo que é importante para a definição do voto dos eleitores.
05:17Pois é, e o bolsonarismo ficou sem esse ativo no seu discurso, perdeu mais esse ativo,
05:22inclusive, é algo que foi muito criticado, caiu muito mal,
05:26depois da atuação do deputado Eduardo Bolsonaro.
05:29Então, tem essa perda aí, em que o bolsonarismo também vai ter que lidar, né, Boninho?
05:36Uma outra questão que eles trataram, e não tinha sido tratada
05:39desde que o Nicolás Maduro foi preso pelos Estados Unidos,
05:43foi a questão da Venezuela, né?
05:45E Lula foi muito cuidadoso, cauteloso nessa conversa.
05:50Olha, defendo a paz na região, como é que você viu essa resposta aí do presidente em relação a isso?
05:57Marcelo, tem uma fonte do Itamaraty, ontem usou uma expressão que é muito feliz.
06:02Diz assim, que o Trump e o Lula são dois cavaleiros sentados à mesa,
06:05se tratam de uma forma elegante, mas embaixo da toalha,
06:09cada um está com a pistola apontada para o outro.
06:11Então, assim, há uma desconfiança mútua.
06:17Claramente, a posição do Brasil é sempre de estudo e análise daquilo que o Trump está fazendo.
06:22Até porque ele é completamente imprevisível, né, Boninho?
06:26É isso. A última coisa que eles queriam, lá no ano passado,
06:29quando começou essa novela, né, o presente que o bolsonarismo deu para o Lula,
06:33que foi o tarifácio,
06:35teve aquela discussão se ia conversar, não ia, se ia a um encontro, não ia,
06:38do Trump, porque tem a lembrança de como o Trump tratou o presidente da África do Sul,
06:43Ramaphosa, como tratou o próprio Vladimir Zelensky.
06:48Então, a última coisa que o governo quer é expor o presidente Lula
06:51a uma sessão de humilhação com o presidente Trump.
06:55Mas, nos últimos dias, o que a gente tem escutado é que
06:59há uma impressão do governo de que o Trump quer o presidente Lula
07:04como uma espécie de aliado, uma espécie de figura que legitime de alguma forma
07:09o pensamento dele, porque o presidente Lula é identificado como um pensamento
07:12oposto ao que o Trump vem fazendo, né, da política internacional, interna, enfim.
07:16E aqui no nosso quintal, o presidente Lula vem usando a voz dele
07:21para fazer interlocução com outros países em torno de uma união
07:25por soberania e de respeito, né, de fortalecimento da região
07:30em torno dessa, depois da invasão dos Estados Unidos,
07:33uma invasão militar lá à Venezuela.
07:35E aí, essa questão da Venezuela, ela meio que mudou um pouco de figura,
07:39como bem disse o Paulino, o Trump vai ser um personagem na eleição,
07:42mas mudou um pouco de figura de como esse tabuleiro vai se mexer.
07:47Porque até o início do tarifácio, quando o Eduardo Bolsonaro foi festejar,
07:51que o Brasil estava... o setor produtivo brasileiro inteiro penalizado
07:54pelo tarifácio do Donald Trump e ele festejando,
07:58dizendo, inclusive, que empresários brasileiros teriam que se mudar
08:00para os Estados Unidos e quisessem sobreviver, porque o Brasil não dava mais.
08:04Então, isso deu um presente e um bom discurso para o presidente Lula,
08:08que aproveitou e conseguiu elevar isso com essa boa relação com o Trump.
08:13Agora, a partir do momento que o Trump prendeu o Nicolás Maduro,
08:16o Trump também passou a circular como um ativo importante para os bolsonaristas,
08:20porque ele pode, se ele quiser, interferir, tumultuar a eleição brasileira,
08:25lançando uma mentira em uma rede social.
08:28Vamos dizer que ele conte que ele teve informação do Nicolás Maduro
08:32que o Lula recebeu não sei quantos bilhões de dólares na Venezuela.
08:36Quem que vai negar? Quem que vai apurar? Quem vai saber se isso é verdade?
08:39Mas isso vai provocar um estrago tremendo nas eleições.
08:43Então, há uma preocupação, de fato, enorme com o papel que o presidente Trump pode ter,
08:49ou que ele deseja ter, na campanha eleitoral aqui, nos nossos assuntos internos, né, Marcelo?
08:54É, se ele vai ser um traíra ou não, né, essa questão, né, até que ponto essa química rola de
09:01fato.
09:02O presidente Trump vive falando, ah, gosto dele, gostei dele, tem esse encontro que eles podem ter em Washington.
09:08Então, assim, aparentemente, numa relação comum, você vê as pessoas se aproximando.
09:13Mas, a se tratar de Trump, né, Boninho e Paulino, não dá pra saber o inesperado,
09:18não dá pra saber como ele vai agir, porque ele simplesmente muda a rota no meio do caminho
09:21e pode ser algo bastante ruim pro governo brasileiro.
09:26Em relação a essa questão da Venezuela, o presidente Lula tirou o pé, né?
09:31Tirou, porque a repercussão negativa que houve quando ele recebeu Nicolás Maduro,
09:37com todas as honras, aqui no país com o tapete vermelho,
09:41a repercussão foi muito negativa.
09:43Isso nas pesquisas apareceu de forma muito clara.
09:45O presidente Lula foi condenado pela maioria da população ao agir dessa forma em relação à Venezuela,
09:55que tem uma imagem muito negativa junto à população brasileira.
10:02é considerado um país que é uma ditadura, que acaba trazendo muitos refugiados também para o Brasil.
10:18E isso é visto de forma negativa pela população.
10:22Portanto, é um tema que Lula precisou tirar o pé, mas que também deve ser pauta dessas eleições.
10:29Bom, pra gente finalizar, queria que você falasse...
10:33Fala aí, Borim, fala aí.
10:34Não, só pra fechar isso que o Maurício estava dizendo,
10:37é interessante que o governo dê uma acalmada, porque o Lula sofria por causa disso.
10:41O Lula era o padroeiro do regime ditatorial do Nicolás Maduro na Venezuela.
10:47O Trump tirou isso dele, né?
10:48Hoje quem manda na Venezuela é o Donald Trump.
10:50Então, se tem alguém que tem que ser acusado de ser amigo de ditadura,
10:53a dica de controlar a ditadura, ter interesses em ditadura, é o próprio presidente dos Estados Unidos que está controlando,
11:00né?
11:00Por mais que a presidente diga que a Venezuela está se organizando sozinha,
11:06é aquilo que o Marco Rubi falou outro dia, que eles podem dizer o que eles quiserem,
11:11desde que eles façam o que os Estados Unidos mandam, né?
11:14É, exatamente, né?
11:15Bom, está lá, obviamente, representando oficialmente, mas a gente sabe que a realidade é outra, né?
11:20Agora, Paulina, a gente já que está falando aqui do governo Lula, né?
11:23De como que essas questões envolvendo o Trump podem impactar na corrida eleitoral esse ano.
11:29E a gente vê que, por outro lado, a gente até comentou isso ontem,
11:32quando a gente falava do Nicolás, que fez aquela caminhada, aquele protesto todo,
11:37de como o bolsonarismo, de como essa falta de ação ou essa fragmentação da direita está, já, né?
11:44A gente está em ano eleitoral, já está fortalecendo o governo Lula.
11:47E quem está na frente, obviamente, é o governo Lula, pelo que a gente está vendo, inclusive, nas pesquisas,
11:51mas do ponto de vista de já mostrar, já colocar, usar a máquina para fazer campanha, né?
11:56É, o Lula já está em campanha há um bom tempo, já desde meados do ano passado,
12:03quando definiu a sua candidatura, enquanto a oposição está dividida, está fragmentada.
12:10E isso pode ser um fator de desestabilização da direita como um todo.
12:17Vai depender, como eu disse ontem, vai depender muito da forma como essa fragmentação vai se materializar
12:25durante as discussões, durante os debates, o quanto cada candidato da direita vai atacar os seus,
12:35enfim, os seus semelhantes, o quanto a direita vai se fragmentar, vai se materializar em discussões
12:43que podem beneficiar o governo.
12:45O governo pode, durante a campanha, boa parte da campanha, o governo pode ser um espectador dessa divisão,
12:52como está sendo nesse momento.
12:54Ainda não há uma oficialização clara da principal candidatura do antigoverno, né?
13:05Até aqui Flávio Bolsonaro é o que está colocado, mas Tarcísio de Freitas, Ratinho, os demais governadores caiados
13:13também continuam nutrindo esperança de ser candidato.
13:17Isso faz com que a direita perca tempo, enquanto a oposição, enquanto o governo ganha tempo nesse momento.
13:26E cada minuto é valioso, né, Buri?
13:29É interessante.
13:30Se a escola que está valendo para o Flávio, a escola Jair Bolsonaro, o Bolsonaro fez quatro anos de campanha
13:35para se eleger em 2018.
13:37E ele viveu em campanha, enquanto esteve no Palácio Planalto, para quase, perdeu um pouquinho, quase derrotar o presidente Lula,
13:44não conseguiu.
13:45E o Flávio vai na direção oposta.
13:47A primeira coisa que ele fez foi sufocar o movimento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por uma
13:54candidatura.
13:54O Tarcísio vinha ensaiando algo parecido com um programa, um discurso que pudesse incomodar o presidente Lula no Palácio Planalto,
14:02dizendo que o país estava sem comando, batendo na questão da crise fiscal que a gente vai ter a partir
14:06de 2027, vai ser maior do que foi a da Dilma.
14:09Ele vinha com o peso de quem tem uma gestão para mostrar como exemplo ao eleitorado.
14:17Quem é o Flávio Bolsonaro?
14:18O Flávio Bolsonaro era um senador que viveu sempre à custa do capital político do pai.
14:23Chegou ao Senado por causa do pai.
14:25O Tarcísio de Freitas já tinha o que mostrar por ter sido, nesse mandato inteiro, governador em São Paulo.
14:31Então é um candidato, seria um candidato muito mais confortável para o presidente Lula enfrentar,
14:36porque ele poderia jogar, inclusive, o discurso para o futuro, uma saída dessa polarização de Bolsonaro e de Lula.
14:45E o Flávio foi, sufocou isso, com essa ameaça de lançar um candidato em São Paulo e tirar o Tarcísio
14:50completamente do jogo.
14:51E agora a direita está nesse marasmo.
14:54O Flávio Bolsonaro é o candidato.
14:56Ele está liderando as intenções de voto.
14:58Mas a conversa que ele tem, a postura dele, é totalmente voltada para a bolha bolsonarista.
15:04Ele não agrega um voto fora dos bolsonaristas que estavam lá caminhando com o Nicolas,
15:08quem achou aquele espetáculo ali interessante.
15:11E esse é o problema da oposição.
15:14A eleição que se aproxima é uma eleição plebiscitária.
15:19O eleitor vai votar para decidir se o Lula continua ou se ele sai.
15:22Para tirar o Lula, o eleitor tem que ter uma visão de país,
15:27aquela coisa que a gente fala, ele tem que sonhar.
15:30Algum candidato tem que ter um programa,
15:32tem que ter um discurso que faça esse eleitor pensar que a vida dele pode melhorar
15:36se tirar o Lula do Planalto e colocar uma outra pessoa lá a partir de 2027.
15:40E isso não está acontecendo.
15:42Não existe no cenário atual nenhum candidato que faça qualquer discurso
15:47que venda para esse eleitor essa imagem de que,
15:50olha, a sua vida hoje está ruim, você está reclamando dos preços nos supermercados,
15:54você está acuado pelo aumento da violência,
15:57eu vou te dar uma vida melhor.
15:58Não tem isso.
16:00Então, enquanto isso acontece dessa forma, como bem disse o Paulino,
16:03o Lula vai se beneficiando disso, surfando, está usando a máquina,
16:06tem muito dinheiro sendo distribuído em programa social
16:09e vai usando esse palanque da presidência da República
16:12sem que o TSE também faça nada.
16:14Pois é, enquanto a posição se perde nesse discurso da anistia,
16:18do ex-presidente estar preso a esse passado,
16:21o governo surfa aí usando a máquina, como você bem ressaltou.
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