Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 2 dias
Os Estados Unidos voltam a se movimentar no tabuleiro da geopolítica mundial. Navios petroleiros venezuelanos estão sendo usados para enviar petróleo bruto aos EUA, em uma operação que, segundo analistas, marca o início de uma nova estratégia de Donald Trump para retomar influência nas Américas e conter o avanço de China e Rússia na região. Marcus Labarthe, sócio-fundador da GT Capital destaca também o papel das chamadas “frotas fantasmas”, usadas por países como Rússia e Irã para driblar sanções, e explica como os EUA pretendem enfraquecer economicamente seus rivais ao controlar o fluxo global de petróleo.

💬 Gostou da análise? Deixe seu like, inscreva-se no canal de VEJA+ e compartilhe o vídeo!

—————————————————————————

Assine VEJA: https://abr.ai/2VZw8dN

Confira as últimas notícias sobre o Brasil e o mundo: https://veja.abril.com.br/

SIGA VEJA NAS REDES SOCIAIS:
Instagram: https://www.instagram.com/vejamais/
Facebook: http://www.facebook.com/Veja/
Twitter: http://twitter.com/VEJA
Telegram: http://t.me/vejaoficial
Linkedin: http://www.linkedin.com/company/veja-com/
TikTok: https://www.tiktok.com/@revista_veja

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00E aí Marcos, eu te pergunto, os Estados Unidos podem manter essa política de envio do petróleo bruto para o
00:09país em petroleiros saindo ali da Venezuela?
00:11Como está sendo feito agora? Eu não me recordo o número exato, talvez você se lembre, de 30 a 50
00:17milhões de barris, é isso, para os Estados Unidos saindo da Venezuela.
00:21Se essa é uma operação que é mais barata, por exemplo, do que refinar esse petróleo ali na Venezuela, que
00:30precisa de todo um envolvimento em infraestrutura.
00:36Bom, só complementando um pouco o que o Danilo falou também, Verusca, um ponto que Trump realizou logo no seu
00:45começo de governo é realmente essas demonstrações da geopolítica mundial.
00:50E se a gente for ver o que aconteceu na Venezuela, sobre o que foi dito nos comunicados de Trump,
00:59ficou claro que isso iria acontecer em algum momento.
01:02A gente sabe que a influência da China nos últimos anos, ou até nas últimas décadas, na América do Sul,
01:14na África, foi muito grande.
01:17E isso tomou uma fatia muito grande também do mercado e da influência geopolítica da China em âmbito mundial.
01:28Os Estados Unidos, ele quer retomar isso e faz parte, nas Américas, ter o controle também e a parceria com
01:38inúmeros países.
01:39A Venezuela era algo que era um calcanhar de Aquiles junto com Cuba, mas Cuba, obviamente, a gente está falando
01:48aí de uma economia que não existe.
01:50Mas a Venezuela, sim.
01:53O petróleo venezuelano, ele tende a ser muito importante, olhando lá para o futuro, no preço que deve ser do
02:04barril de petróleo.
02:05Então, os Estados Unidos, ele está fazendo esse movimento, sabendo que a influência que a China gerou nas últimas décadas
02:14econômicas foi muito grande.
02:17Se a gente for olhar aqui, os nossos vizinhos com portos lá no Peru, então, quer dizer, a China, ela
02:26soube fazer de uma maneira muito positiva para eles,
02:31essa entrada junto aos países que talvez os Estados Unidos se perdeu ao longo de décadas.
02:38Porque os Estados Unidos, ele é muito forte nessa parte da música, na parte de entretenimento, mas deixou a geopolítica
02:45um pouco de trás.
02:47Mas eu queria falar um item também muito importante que a gente não abordou ainda aqui, que são as frotas
02:54fantasmas.
02:54Frotas fantasmas, parece que são dois, três, quatro navios.
02:59São inúmeros navios.
03:02Eu estava olhando aqui, mais de dois mil navios de frota fantasma.
03:07Esses navios, eles são muito utilizados, principalmente para a Rússia,
03:14nesses embargos que a Rússia está tendo de outros países.
03:18Então, a Rússia, os Estados Unidos também, diminuindo essa frota fantasma, ele pode também estar enfraquecendo o poder econômico da
03:30Rússia,
03:30até perante, por exemplo, o conflito com a Ucrânia.
03:33Tanto que, né, aconteceu de botar a bandeira russa em um dos navios que estava sendo abordado pelos Estados Unidos.
03:42Então, tirando esses navios fantasma ou diminuindo isso, vai também tirar um pouco do poderio da Rússia e também não
03:52porque da China.
03:54Porque a China, frente à Venezuela, eu não tenho o número concreto, mas é algo entre 70% a 80
04:02% das exportações iam para a China.
04:06Então, a China é um excelente, grande parceiro da Venezuela, mas eu vejo que o começo de navios indo para
04:15os Estados Unidos
04:16talvez seja um gesto inicial ou até obrigatório de Trump perante ao governo atual da Venezuela,
04:26de um início de envio de navios, que isso vai ser importante para o início de uma negociação futura entre
04:38os países.
04:38Mas esquece a parte de conseguir, junto à Venezuela, fazer a melhora do combustível, porque realmente lá está muito sucateado.
04:50Então, possivelmente, tudo vai para os Estados Unidos para fazer o refino por lá.
04:56Mas eu acho que é muito importante a gente notar que tudo que Trump está realizando tem um motivo.
05:03Às vezes a gente acha que ele realmente simplesmente age por impulso, mas não.
05:09O que ele está fazendo na Grohlândia, o que ele está fazendo através dos navios da frota fantasma,
05:16tem um motivo, e isso pode ser, com certeza, a volta do poder norte-americano, trazer para ele o poder
05:26que ele teve pós Segunda Guerra Mundial
05:29e que ele perdeu nas duas últimas décadas com a entrada da China, e também não porque a entrada da
05:38China como a segunda grande potência bélica do mundo.
05:42É, eu complementaria aí. Eu tenho certeza que tem tudo a ver com China e Rússia.
05:49A tomada, entre aspas, da Groenlândia, a tomada da Venezuela, a questão do Irã, tem tudo a ver, né?
05:56Eu tenho certeza que tem tudo a ver com China.
Comentários

Recomendado